O Curral de Cidadelhe apresenta-se como um oásis no meio do paraíso de granito que caracteriza as serranias geresianas. Situado a cerca de 600 metros de Cidadelhe (Alto de Cidadelhe), é na realidade composto por duas zonas de pastagem. No local existe um forno bem conservado e um abrigo ortogonal coberto com chapa de zinco. Podem ainda ser vistas ruínas de um ou dois outros abrigos.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Currais do PNPG (XI) - Curral de Cidadelhe
O Curral de Cidadelhe apresenta-se como um oásis no meio do paraíso de granito que caracteriza as serranias geresianas. Situado a cerca de 600 metros de Cidadelhe (Alto de Cidadelhe), é na realidade composto por duas zonas de pastagem. No local existe um forno bem conservado e um abrigo ortogonal coberto com chapa de zinco. Podem ainda ser vistas ruínas de um ou dois outros abrigos.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Boneca e Fraga Negra
Os miradouros da Boneca e da Fraga Negra, são dois pontos de passagem do Trilho dos Miradouros que faz parte de um conjunto de trilhos designados "Trilhos Pedestres na senda de Miguel Torga" instituídos pela Câmara Municipal de Terras de Bouro.
O miradouro da Boneca encontra-se a uma altitude de 750 metros e permite-nos uma perspectiva completa do vale do Rio Gerês. O nosso olhar percorre o vale desde os limites da Portela de Leonte até a uma parte da albufeira da Caniçada em Rio Caldo com as suas pontes. O equipamento existente no miradouro foi melhorado há já alguns anos, mas a falta de manutenção e principalmente a falta de limpeza de matos tem levado a uma lenta degradação e abandono do local que merecia uma melhor atenção da entidade encarregue do seu cuidado. De qualquer das formas, é um local a não perder na visita à Serra do Gerês.
Por seu lado, o miradouro da Fraga Negra encontra-se já mais próximo das Caldas do Gerês sobre o Zanganho. Instituído em 1962 pelos Serviços Florestais, e principalmente por iniciativa do Dr. Manuel Braga da Cruz, o miradouro também nos permite uma abrangência do vale do Rio Gerês, porém a menor altitude. Apesar de bem cuidado na sua parte final, os acessos estarão já a necessitar de uma limpeza de matos.
Como já referi, os dois miradouros estão incluídos no Trilho dos Miradouros. Este trilho percorre uma grande parte da Serra do Gerês que foi afectada pelos recentes fogos florestais. Se já anteriormente o percurso deste trilho merecia um cuidado especial por parte do visitante, nota-se que não mereceu qualquer atenção ou manutenção após os incêndios notando-se em algumas zonas que a sinalética é pouco explícita, deslocalizada ou inexistente.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
O miradouro da Boneca encontra-se a uma altitude de 750 metros e permite-nos uma perspectiva completa do vale do Rio Gerês. O nosso olhar percorre o vale desde os limites da Portela de Leonte até a uma parte da albufeira da Caniçada em Rio Caldo com as suas pontes. O equipamento existente no miradouro foi melhorado há já alguns anos, mas a falta de manutenção e principalmente a falta de limpeza de matos tem levado a uma lenta degradação e abandono do local que merecia uma melhor atenção da entidade encarregue do seu cuidado. De qualquer das formas, é um local a não perder na visita à Serra do Gerês.
Por seu lado, o miradouro da Fraga Negra encontra-se já mais próximo das Caldas do Gerês sobre o Zanganho. Instituído em 1962 pelos Serviços Florestais, e principalmente por iniciativa do Dr. Manuel Braga da Cruz, o miradouro também nos permite uma abrangência do vale do Rio Gerês, porém a menor altitude. Apesar de bem cuidado na sua parte final, os acessos estarão já a necessitar de uma limpeza de matos.
Como já referi, os dois miradouros estão incluídos no Trilho dos Miradouros. Este trilho percorre uma grande parte da Serra do Gerês que foi afectada pelos recentes fogos florestais. Se já anteriormente o percurso deste trilho merecia um cuidado especial por parte do visitante, nota-se que não mereceu qualquer atenção ou manutenção após os incêndios notando-se em algumas zonas que a sinalética é pouco explícita, deslocalizada ou inexistente.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Currais do PNPG (X) - Curral dos Bezerros
Voltando à temática dos currais existentes no Parque Nacional da Peneda-Gerês, pareço ter «descoberto» o nome do curral que surge na fotografia que encima esta entrada. Quer dizer, não foi eu que o descobri mas sim o Almerindo Matos que me deu uma preciosa ajuda na sua possível identificação, pois sem ele ainda hoje estaria mergulhado na mais profunda ignorância sobre a sua designação.
Este curral «encontra-se» a Sul do carreiro que faz a ligação entre os Prados da Messe e as Minas do Borrageiro passando pela Corga da Arrocela e Corga das Mestras, percorrendo os sopés da Torrinheira e de Cidadelhe. De facto, e por se encontrar já abandonado há muito tempo, a sua presença passa despercebida a quem não for contar em encontrar um curral ali. O mesmo acontece com o seu forno perfeitamente dissimulado na paisagem e ligeiramente afastado da área de guarda dos animais. Deste curral parte um interessante carreiro para Porta Ruivas e na sua corga passa um dos cursos de água que mais tarde se juntará a outros (nomeadamente ao Ribeiro do Porto das Vacas) para dar lugar ao Rio da Touça.
Como referi, não sabia o nome deste curral mas aparentemente a sua designação é 'Curral dos Bezerros'. Para ajudar à sua localização as suas coordenadas são (em UTM) 575820.77E 4625472.06N ou 41º 46' 38,91''N 8º 5' 15,58''O.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
Este curral «encontra-se» a Sul do carreiro que faz a ligação entre os Prados da Messe e as Minas do Borrageiro passando pela Corga da Arrocela e Corga das Mestras, percorrendo os sopés da Torrinheira e de Cidadelhe. De facto, e por se encontrar já abandonado há muito tempo, a sua presença passa despercebida a quem não for contar em encontrar um curral ali. O mesmo acontece com o seu forno perfeitamente dissimulado na paisagem e ligeiramente afastado da área de guarda dos animais. Deste curral parte um interessante carreiro para Porta Ruivas e na sua corga passa um dos cursos de água que mais tarde se juntará a outros (nomeadamente ao Ribeiro do Porto das Vacas) para dar lugar ao Rio da Touça.
Como referi, não sabia o nome deste curral mas aparentemente a sua designação é 'Curral dos Bezerros'. Para ajudar à sua localização as suas coordenadas são (em UTM) 575820.77E 4625472.06N ou 41º 46' 38,91''N 8º 5' 15,58''O.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
f/64 ...amanhã é um novo dia
Não me apetece dizer muito hoje... dou-vos, em tom melancólico, o nascer de um novo dia a 17 de Junho de 2011...
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Fotografia: © Rui C. Barbosa
domingo, 30 de setembro de 2012
Currais do PNPG (IX) - Curral da Amoreira
O Curral da Amoreira está situado na Serra do Gerês perto da raia galega na freguesia do Campo do Gerês, Terras de Bouro. É um curral de grandes dimensões actualmente ainda utilizado para a pastagem dos gados nas vezeiras. Nos tempos idos o curral era também utilizado pelas gentes galegas, mas essa prática já não acontece nos nossos dias.
No Curral da Amoreira pode-se observar um forno (abrigo) em relativo bom estado coberto com torrões de terra. A última imagem mostra esse abrigo no princípio do século XX.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
No Curral da Amoreira pode-se observar um forno (abrigo) em relativo bom estado coberto com torrões de terra. A última imagem mostra esse abrigo no princípio do século XX.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
sábado, 29 de setembro de 2012
Hotéis termais das Caldas do Gerês (VI)
Em serviço desde os finais do século XIX, o Hotel da Ponte, foi já local de serviço de correios nas Caldas do Gerês.
Segundo Rosa Fernanda Moreira da Silva, no seu livro "O Gerês de Bouro a Barroso","Francisco José da Silva (o Botequim) comprou na margem direita do rio Gerês uma casa de lavrador. Nos fins do século XIX o filho Serafim da Silva (mestre florestal) construiu nesse espaço o pequeno hotel da Ponte.
Nessa época, os serviços de correios funcionavam no 1º andar.
Entre 1938/40 João Ribeiro compra a Pensão da Ponte a 11 tios e netos do 'Botequim'. Esta unidade de hotelaria está localizada no sopé da margem direita, próximo da ponte edificada pelos Serviços Florestais e, consequentemente, de ligação ao centro do núcleo termal.
O seu proprietário como geresiano de forte espírito empresarial investiu permanentemente na ampliação e qualificação desta unidade hoteleira.
Ao espírito empresarial de João da Ponte associava-se o prazer de tratar o seu hóspede como um elemento familiar.
Em 2005 morre com 95 anos um dos grandes defensores e impulsionadores do Gerês."
Fotografia: © Rui C. Barbosa (retirada do livro "O Gerez - estancia de cura, de repouso e turismo")
Segundo Rosa Fernanda Moreira da Silva, no seu livro "O Gerês de Bouro a Barroso","Francisco José da Silva (o Botequim) comprou na margem direita do rio Gerês uma casa de lavrador. Nos fins do século XIX o filho Serafim da Silva (mestre florestal) construiu nesse espaço o pequeno hotel da Ponte.
Nessa época, os serviços de correios funcionavam no 1º andar.
Entre 1938/40 João Ribeiro compra a Pensão da Ponte a 11 tios e netos do 'Botequim'. Esta unidade de hotelaria está localizada no sopé da margem direita, próximo da ponte edificada pelos Serviços Florestais e, consequentemente, de ligação ao centro do núcleo termal.
O seu proprietário como geresiano de forte espírito empresarial investiu permanentemente na ampliação e qualificação desta unidade hoteleira.
Ao espírito empresarial de João da Ponte associava-se o prazer de tratar o seu hóspede como um elemento familiar.
Em 2005 morre com 95 anos um dos grandes defensores e impulsionadores do Gerês."
Fotografia: © Rui C. Barbosa (retirada do livro "O Gerez - estancia de cura, de repouso e turismo")
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Outra descida às Minas dos Carris
Por entre a imensidão de arquivos lá vão surgindo umas memórias perdidas.
Esta é mais uma descida às Minas dos Carris, desta vez filmada a 3 de Maio de 2009 e mais uma vez utilizando métodos rudimentares e imaginação. A qualidade da imagem não é boa dado que nesta filmagem foi utilizada a câmara de um telemóvel que para a filmagem em questão poderia ter de ser sacrificado, logo não ser um equipamento de qualidade.
Pelo menos que eu conheça, não existem filmagens clássicas dentro das Minas dos Carris e tão pouco fora delas. Assim, e dentro de alguns (poucos anos) estas serão as únicas filmagens que existirão do poço principal das Minas dos Carris que juntamente com as filmagens existentes no filme "Descendo às Minas dos Carris" constituirão documentos de referência e uma memória visual do seu interior.
Todas estas filmagens são assim um (mais um) legado deixado por algumas pessoas quem em tempos se dedicaram a escrever e a descobrir um pouco da nossa história. Pode ser apenas uma nota de rodapé, mas são registos que ajudam a deixar para as gerações futuras as memórias dos tempos passados. E quando um povo deixa esquecer as suas memórias, então esse povo não merece ser recordado.
Vídeo: © Jorge Cardoso / Rui C. Barbosa
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Um passeio pelas galerias das Minas dos Carris
Actualmente quase inacessíveis, as galerias das Minas dos Carris são uma parte da memória que resta dos tempos da mineração do volfrâmio na Serra do Gerês. Um património há muito abandonado e agora perdido que se pode reviver nestas fotografias de 3 de Maio de 2009.
Fotografias: © Jorge Cardoso / Rui C. Barbosa
Fotografias: © Jorge Cardoso / Rui C. Barbosa
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
'Parte de nós' a solução ou parte de nós questionar?
No próximo dia 29 de Setembro tem lugar em várias áreas protegidas nacionais, entre as quais o Parque Nacional da Peneda-Gerês, a iniciativa de combate às espécies invasoras denominada 'Parte de Nós'. A entidade organizadora é a Fundação EDP que conta com vários apoios entre os quais por parte do Instituto da Conservação da natureza e Florestas (ICNF). O objectivo é o de realizar um combate às espécies de árvores invasoras tais como as mimosas, uma verdadeira praga no nosso único parque nacional.
Mais informações sobre o evento aqui.
Após ter já realizado uma campanha semelhante a esta no PNPG, e apesar do meritório objectivo a que se propõe, esta campanha em especial levanta-me uma ou outra questão que considero pertinente, logo a começar pela entidade que organiza o evento. De facto, não acredito na boa fé quem organiza. O facto de ser uma fundação ligada a uma entidade que explora os cidadãos cobrando os preços de electricidade dos mais caros da Europa e de fazer intervenções que trazem danos irreparáveis ao meio ambiente e ao país, não pode tentar lavar a cara com iniciativas deste tipo. Existe aqui um óbvio aproveitamento mediático de um problema que deveria ser levado bastante a sério por parte do Estado Português. E esta é a segunda questão. Estas iniciativas, principalmente na altura do ano em que se realiza, não vai trazer nada de novo às áreas protegidas criando somente uma fachada e dando uma falsa sensação aos participantes de que fizeram algo por essas áreas protegidas.
A problemática das invasoras no Parque Nacional da Peneda-Gerês é um problema bastante série e grave para ser abordado com voluntariados que em nada vão resolver o problema. Enquanto que não existir um plano forte de combate às invasoras que já quase por completo dominam o Vale do Rio Gerês, o problema será perpetuado por falsas esperanças e falsas vitórias reflectidas em publicidade enganosa de uma empresa que não olha a meios para enriquecer os seus accionistas.
Assim, se por um lado parte de nós uma solução para o problema (partirá?), por outro parte de nós questionar quem de responsabilidade por ter deixado o problema chegar ao ponto que chegou.
Imagem: ICNF
Mais informações sobre o evento aqui.
Após ter já realizado uma campanha semelhante a esta no PNPG, e apesar do meritório objectivo a que se propõe, esta campanha em especial levanta-me uma ou outra questão que considero pertinente, logo a começar pela entidade que organiza o evento. De facto, não acredito na boa fé quem organiza. O facto de ser uma fundação ligada a uma entidade que explora os cidadãos cobrando os preços de electricidade dos mais caros da Europa e de fazer intervenções que trazem danos irreparáveis ao meio ambiente e ao país, não pode tentar lavar a cara com iniciativas deste tipo. Existe aqui um óbvio aproveitamento mediático de um problema que deveria ser levado bastante a sério por parte do Estado Português. E esta é a segunda questão. Estas iniciativas, principalmente na altura do ano em que se realiza, não vai trazer nada de novo às áreas protegidas criando somente uma fachada e dando uma falsa sensação aos participantes de que fizeram algo por essas áreas protegidas.
A problemática das invasoras no Parque Nacional da Peneda-Gerês é um problema bastante série e grave para ser abordado com voluntariados que em nada vão resolver o problema. Enquanto que não existir um plano forte de combate às invasoras que já quase por completo dominam o Vale do Rio Gerês, o problema será perpetuado por falsas esperanças e falsas vitórias reflectidas em publicidade enganosa de uma empresa que não olha a meios para enriquecer os seus accionistas.
Assim, se por um lado parte de nós uma solução para o problema (partirá?), por outro parte de nós questionar quem de responsabilidade por ter deixado o problema chegar ao ponto que chegou.
Imagem: ICNF
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