Carris, 1 de Março de 1944
Nesta data a Sociedade Mineira dos Castelos, L.da, que na altura era a detentora da concessão mineira do Salto do Lobo, apresentava à Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos os planos para a construção de novos edifícios que serviriam para apoio à exploração mineira.
Destes novos edifícios constavam um Dormitório, Camaratas (para guardas e serviçais) e uma série de Armazéns (identificados de n.º 1 a n.º 6). Estes edifícios fazem parte de uma segunda vaga de construções em Carris.
O Dormitório estava dividido em cinco compartimentos, sendo quatro destes destinados ao dormitório propriamente dito e o restante ao refeitório. Cada divisão tinha interiormente um comprimento de 7,20 metros e uma largura de 5,20 metros. Cada compartimento destinado ao dormitório continha casas de banho com lavabos e WC. As paredes deste edifício eram de blocos de betão e o telhado, em uma só água, era coberto a lusalite. Toda a construção assentava num soco de alvenaria.


Por seu lado a Camarata era um edifício construído com paredes de alvenaria ordinária com uma espessura de 40 cm e uma divisória do mesmo material com uma espessura de 20 cm. A dependência menos era destinada a camaratas dos guardas e a dependência de maiores dimensões era de uso exclusivo dos serviçais. O telhado era coberto em lusalite e era composto por duas águas.



Fotografias: © Rui C. Barbosa
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