O cenário invernal das Minas dos Carris, Serra do Gerês, em dia de neve (27 de Fevereiro de 2025).
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O cenário invernal das Minas dos Carris, Serra do Gerês, em dia de neve (27 de Fevereiro de 2025).
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O Curral de Lameirinha e a Curvaceira, Serra do Gerês, nos domínios de Covide.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Associação Gerês Viver Turismo, em parceria com a Câmara Municipal de Terras de Bouro, vai realizar nos dias 22 e 23 de Março a 12.ª Edição do Festival de Caminhadas - Gerês 2025.
Mais informações aqui.
Notícia do Jornal O Amarense para ler aqui.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado apresentou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte a intenção de colocar quatro câmaras de videovigilância no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), na área do concelho de Terras de Bouro, que permitam detetar fogos florestais.
Questiono-me sobre o que aconteceu ao anterior projecto de vigilância dos fogos florestais que há uns anos foi instalado com pompa e circunstância em alguns pontos da Serra do Gerês, tais como a Guarda (Campo do Gerês), Portela do Homem e Rio Caldo, e cujos sensores ainda lá se encontram? 'Ardeu'?
Ao fim de quase um mês, continua encerrada ao trânsito a estrada entre Campo do Gerês e as Caldas do Gerês.
O encerramento ficou a dever-se a uma derrocada ocorrida perto da Quelha da Buraca, que, entretanto, foi resolvida com a intervenção do Corpo de Sapadores Florestais, e ao perigo de derrocada de um bloco granítico perto da Fonte da Forcada.
Recentemente foi anunciado que se irá proceder a obras de melhoramento da circulação naquela via, no entanto, torna-se um pouco incompreensível o encerramento ser feito da forma como está a ser feito, isto é, encerrando a via junto do Cruzeiro do Campo do Gerês e no Zanganho, do lado das Caldas do Gerês.
Não havendo outra situação que torne a circulação perigosa, o encerramento da via deveria (ou poderia) realizar-se junto da Fonte de Lamas (havendo aqui espaço suficiente para a manobra das viaturas) e junto do Mirante Velho (havendo também aqui espaço suficiente para a manobra das viaturas).
Entretanto, aguarda-se a resolução de todos os problemas que levaram ao encerramento da via.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Meda de Rocalva, a roca alba inconfundível na paisagem da Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Esta é a segunda edição de uma nova publicação mensal iniciada no blogue Carris no mês passado.
A ideia central é a participação dos leitores com uma fotografia e um texto relacionado com o Parque Nacional da Peneda-Gerês. A fotografia retratará um momento, uma paisagem ou uma sensação que foi especial para o leitor na sua jornada pelo nosso único parque nacional.
Para esta segunda edição, convidei o Luís Vendeirinho que iniciou as suas caminhadas pelo Parque Nacional em 1974. A paisagem que o Luís Vendeirinho escolheu, mostra-nos os Prados da Messe e tendo por base uma fotografia analógica de uma das suas primeiras visitas.
Nas suas palavras...
“45 anos decorridos, regresso à Messe. O carvalho, que me dera sombra nesse dia distante de 1974 e tão presente de comunhão, estava tombado no chão. Era a mim que anunciava o destino, um lapso de luz sob a eternidade onde pode caber a claridade de momentos felizes, o sabor indefinível do silêncio e das presenças inesperadas. E nos versos dados a ler dei-lhe voz, a voz que fala àqueles que escutam com a alma”.
Encontro-te adormecido numa palidez solene
Na inesperada horizontal que estava destinada
Nu, imóvel, enorme como ainda não vi,
Serias outro se eu não te conhecesse o sítio
Para reviver a tua sombra em dias quentes
Os restos de lenha nas noites de nevadas,
Agora é tristeza que cai sem que me ouças
Bem o dizes nessa nova e pobre condição
E eu fico, junto a uma pedra movida pelo chão,
À sombra das memórias de horas felizes
A pensar em ti, amigo como poucos têm,
Só os pastores para quem este quadro é natural
Dum carvalho tombado com descendência,
Agora vejo, aqui ao lado a herdar o reino
Distante doutros onde os homens cegam;
Não importa a ausência duma simples lápide
Da inscrição que conte a história da estátua
Porque a homenagem faço-a eu calado,
Vou regressar, prometo a mim mesmo
Ainda que não possa pelo meu pé cansado,
Não vou esquecer as conversas que tivemos,
Tu ao vento a murmurar, dia e noite
Eu em confissões, crente de sermos iguais
Nestas paragens distantes, um consolo
Difícil de entender pelos estrangeiros
Para quem muitos como tu são só tábuas,
Neste silêncio que vem do céu azul
Sinto que sobrevivemos; serás tu, ou serei eu?
In “Prédica aos Convertidos” (VII-1), Ed. Húmus 2024, Lv
Fotografia © Luís Vendeirinho (Todos os direitos reservados)
Os Cornos da Fonte Fria (Gralheiras) na raia fronteiriça irão sempre atrair o nosso imaginário e serão fruto do nosso assombro.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O sempre monumental Pé de Cabril, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Os anos 50 do século XX representaram a fase de maior desenvolvimento do complexo mineiro dos Carris.
Se durante o período de exploração que correspondeu à Segunda Guerra Mundial, o complexo mineiro forneceu o volfrâmio para a máquina de guerra Nazi, os anos 50 veriam a abertura comercial das minas, sendo agora exploradas pela Sociedade das Minas do Gerês, Lda.
Para um melhor aproveitamento comercial, o complexo mineiro seria dotado de novos geradores eléctricos a gasóleo que estariam albergados em dois edifícios cuja construção se vê em primeiro plano na fotografia em cima.
Na fotografia é ainda possível identificar (à esquerda) parte da Lavaria Velha (flutuação)que seria abandonada nesta altura, procedendo-se à construção da Lavaria Nova no topo da Corga de Lamalonga. Ao lado da Lavaria Velha encontrava-se o edifício da separadora (com os camiões estacionados à frente) e «por cima» (edifício branco com as janelas abertas) a serralharia e forja.
Na fotografia são ainda identificáveis os edifícios de madeira que se encontravam sobre o Poço n.º 1 (direita) e o Poço n.º 2 («por cima» da Lavaria Velha).
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A semana termina com um dia de chuva, mas a nova semana deverá iniciar-se sem precipitação. No entanto, o cenário não será o mesmo à medida que esta for evoluindo, havendo uma ligeira hipótese de queda de neve entre os dias 25 e 28 de Fevereiro.
Porta Roibas serve como pano de fundo para uma das grandes mariolas na Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)