quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Serra do Gerês - Do Campo do Gerês a Gamil pelo Redondelo

 


Nestes dias de canícula, as caminhadas de montanha são quase necessariamente realizadas pela manhã quando o ar da serra ainda está fresco da noite e o Sol não nos queima a pele. Daí, aproveitar-se os pequenos percursos existentes perto de casa para ir esticando as pernas ou «matando o vício», desfrutando das paisagens que não nos parecem cruéis a um calor abrasador.

A Serra do Gerês está coberta por uma imensidão de carreiros, uma verdadeira teia de trilhos que ainda vai ligando diferentes pontos que nos dão diferentes perspectivas das paisagens já conhecidas, mas que nunca nos cansamos de (re)ver.

Neste caso, decido voltar ao Prado (ou Curral) de Gamil saindo do Campo do Gerês e tomando o caminho florestal que atravessa a Cerdeira. Esta parte do percurso pertence também ao Trilho da Águia do Sarilhão, abandonando-o um pouco antes do posto de observação do Sarilhão e enveredando em direcção à parte superior da Fraga do Sarilhão e depois pela Fraga de Cima. O percurso está bem marcado com as velhas mariolas, levando-nos depois a entrar no Covelo e conduzindo-nos quase ao topo do Redondelo.

Enquanto que a Serra Amarela se vai espraiando na paisagem, a albufeira de Vilarinho das Furnas vai-se afundando no horizonte e as vistas ganham novas amplitudes. Os pequenos percurso têm o dom de nos oferecer paisagens magníficas e aqui podemos ver a aldeia do Campo do Gerês guardando a Veiga de S. João e abrigada dos ventos de Norte pelo Pinhote.

Depois de passar o Redondelo, o caminho vai-nos oferecer duas opções: ou seguir para o Prado pelo Covelo de Cima ou baixar para Gamil e seguir depois para o ponto de partida descendo pelas Vitoreiras. Tomei esta opção, pois o calor já apertava.

Ficam algumas fotografias do dia...

















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Paisagens da Peneda-Gerês (MIX) - Rio Maceira

O Rio Maceira na sua passagem pela Albergaria, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Serra do Gerês - Por entre a Curvaceira e a Calcedónia

 


Regresso às caminhadas na Serra do Gerês com um curto percurso que iniciei junto da Fonte de Lamas e seguindo a estrada na direcção do Campo do Gerês. Mais adiante, tomei um carreiro que me levou até ao traçado do PR1 TBR Trilho da Calcedónia e segui para Oeste, ladeando o alto granítico da Curvaceira e tendo como paisagem as aldeias de Campo do Gerês, Covide e Carvalheira, bem como a Serra Amarela e vários píncaros Geresianos.

Seguindo o traçado do PR1, durante o qual foi eliminando alguns amontoados de pedras e mantendo as mariolas, cheguei à entrada da Fenda da Calcedónia, mas não a atravessei, decidindo voltar atrás e tomar um outro carreiro (já fora do PR1) que me levaria ao ponto de partida no final de uma manhã com a temperatura a aumentar.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

A marca do turismo no PNPG

 


É assim que alguns deixam o Parque Nacional da Peneda-Gerês...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

domingo, 8 de agosto de 2021

Paisagens da Peneda-Gerês (MVII) - Gamil

 


As cores do Verão profundo já mudaram o aspecto verdejante do Prado de Gamil, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 7 de agosto de 2021

A Grande Rota das Aldeias Históricas

 


Entre 28 de Julho e 7 de Agosto percorri 277 km na Grande Rota das Aldeias Históricas (GR22) saindo de Linhares da Beira e passando por Trancoso, Marialva, Castelo Rodrigo, Almeida, Castelo Mendo, Sortelha e Belmonte.

Segundo o sítio das Aldeias Históricas, a "GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas de Portugal  que liga as 12 Aldeias Históricas de Portugal por etapas, num percurso circular de cerca de 600 quilómetros, possui o selo Leading Quality Trails – Best of Europe, atribuído pela European Ramblers Association, uma certificação que destaca os melhores destinos de caminhada na Europa, através de critérios como a sustentabilidade, o nível de experiência proporcionado ao utilizador, a qualidade do seu traçado, e a sua riqueza cultural e natural. Encontra-se igualmente homologada como Grande Travessia de BTT pela Federação Portuguesa de Ciclismo. A par da monumentalidade cultural, na GR22 também percorrerá alguns dos mais belos parques naturais e de Portugal, classificadas como Património Mundial da UNESCO: o Parque Natural do Douro Internacional e Parque Arqueológico do Vale do Côa, o Parque Natural do Tejo Internacional e o Parque Natural da Serra da Estrela. Desfrute ainda das praias fluviais, da tranquilidade e torne-se um conquistador de experiências inusitadas."

De facto, a GR22 é um traçado que está pensado para as grandes distâncias possíveis de ser cobertas pelos praticantes de BTT. O percurso que realizei leva-nos a passar pelo magnífico Vale do Côa,  múltiplas aldeias e por uma vastidão de paisagens onde por vezes a Natureza adquire um aspecto monótono, num profundo silêncio e numa vastidão de quase nada. Por vezes, tive a sensação de ter passado pelo mesmo lugar em poucas horas, um profundo contraste com a variação de paisagens a que estava pessoalmente habituado. Restava, no final da jornada, a variedade histórica das aldeias que ajudaram a consolidar Portugal.

No fundo, e para lá da experiência, foi uma jornada de introspecção quase solitária vencida com muita resiliência...











Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Autoridades procuram três turistas perdidos na Serra do Gerês"

 


Notícia d'O Minho para ler aqui.

(...) o grupo terá ficado desorientado no regresso da zona da Rocalva, a que terá acedido a partir do caminho acima da Cascata do Arado, na Ermida, da freguesia de Vilar da Veiga, no concelho de Terras de Bouro.

O grupo foi resgatado ao final da tarde de Sábado.

Fotografia: O Minho

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Paisagens da Peneda-Gerês (MVI) - O Espigueiro e a nuvem

 


Numa simbiose de tons de cinza, o espigueiro e a nuvem na aldeia de Outeiro, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Paisagens da Peneda-Gerês (MV) - Cruzeiro de Xertelo

 


A Lua fugaz serve de pano de fundo ao Cruzeiro de Xertelo, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

"Homem ferido após queda nas “Sete Lagoas”, no Parque Nacional Peneda-Gerês"

 


Notícia d'O Minho para ler aqui.

Um homem caiu durante a tarde desta quarta-feira quando se encontrava nas Sete Lagoas, em Cabril, Montalegre, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Fotografia: O Minho

terça-feira, 3 de agosto de 2021

"Jovem resgatado após queda em cascata no Parque Nacional da Peneda-Gerês"

 


Notícia d'O Minho para ler aqui.

Um jovem de 27 anos ficou ferido ao cair na Cascata de Pincães, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Cabril, concelho de Montalegre, ao princípio da tarde desta terça-feira.

Fotografia: BV Salto

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Apelo ao civismo na utilização dos trilhos

 


Todos os anos, com o aumento no número de visitantes no Parque Nacional da Peneda-Gerês, assiste-se ao aumento da quantidade de lixo deixado pelos trilhos de montanha.

O apelo é geral, e nem deveria ser feito numa sociedade consciente e educada para a Natureza, para que se preserve e respeite o entorno natural que o nosso único Parque Nacional nos proporciona.

A Câmara Municipal de Terras de Bouro fez um apelo no seguimento do aumento de visitantes que por consequência leva ao "...massacre dos resíduos sólidos deixados para trás pelos humanos, muito especificamente nos trilhos existentes no nosso território. Desta feita e para que seja possível desfrutar dos nossos atrativos naturais e usufruir dos pontos de interesse turístico-culturais nas melhores condições, torna-se imprescindível apelar ao civismo de todos na sua utilização.

Por isso, traga o seu saco para depósito de resíduos e coloque-o em locais adequados para esse efeito, deixando o local limpo, tal e qual como o encontrou!

Para o bem estar de todos, contribua e deixe a sua “pegada limpa”!"

Fotografia: Município de Terras de Bouro

domingo, 1 de agosto de 2021

Paisagens da Peneda-Gerês (MIV) - Água

 


O «elemento» água é fonte de vida e regeneração nos dias mais quentes de Verão nas paisagens do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Banco do Ramalho - Monumento com 101 anos de história

 


O Banco do Ramalho foi inaugurado a 28 de julho de 1920 pela Sociedade Propaganda de Portugal, à época, entidade responsável pelo turismo, como forma de homenagear o escritor Ramalho Ortigão, que tantas vezes aqui buscou inspiração para as suas obras.

Decorridos 100 anos e no seguimento da evolução temporal, os bancos esculpidos em granito demonstravam já a decrepitude, também resultado das intempéries. Assim sendo, e de forma a preservar com dignidade a nossa história, o Município de Terras de Bouro procedeu à reabilitação do Banco do Ramalho, bem como à requalificação da área envolvente do Parque da Assureira e à recuperação da imagem e do interior da casa lá edificada, de forma a ser utilizada para usos múltiplos relacionados com a divulgação cultural, resultando daí uma simbiose perfeita.

Dia 28 de julho de 2021, registamos a comemoração dos 101 anos da homenagem a tão ilustre escritor, aquele que tanto deu vida à nossa terra.

GERÊS, local característico pela sua pureza e vitalidade, pela riqueza peculiar da sua fauna e flora, pelos seus recursos mineromedicinais, pela beleza única da sua serra, foi calcorreado por inúmeras personalidades ilustres da nossa sociedade e até estrangeiras, já se falando das suas antiguidades romanas no século XVIII. Tornou-se então palco de investigações no âmbito de diversos aspetos do meio natural, bem como motivo de inspiração.

O coro levantado em honra das excelências da serra é unânime, porém, e provavelmente, um dos mais conhecidos escritores enamorados pela paisagem geresiana tem o nome: RAMALHO ORTIGÃO. Costumava ir sentar-se a pouco mais de 1 km a sul das Caldas do Gerês, na Assureira, numas toscas pedras que os frequentadores começaram a designar como “bancos do ramalho”. Era nesta “solidão sonhadora”, um pequeno recinto arborizado e ajardinado pelos antigos Serviços Florestais, que lia, escrevia ou simplesmente descansava, embevecido na vista que os seus olhos alcançavam, o seu retiro ideal.

Neste local, sagrado pela presença do vernáculo escritor romântico, de grande significado seria a homenagem prestada pela Sociedade de Propaganda de Portugal, ao edificar um banco de pedra, em forma quadrangular, com uma placa de bronze onde tinha inscrito:

Em umas toscas pedras, que os frequentadores do Gerez chamavam «os bancos do Ramalho», costumava vir aqui sentar-se, lendo e escrevendo, o notavel escriptor José Duarte Ramalho Ortigão, que tanto honrou a sua terras e tanto quiz a esta região. A Sociedade Propaganda de Portugal no mesmo lugar mandou levantar-lhe esta singela homenagem delineada pelo arquitecto Raul Lino, de Lisboa, no ano de 1920.

A inauguração, a 28 de julho de 1920, ficou marcada por uma festa simples, mas imponente, onde foram proferidos vastos elogios ao homenageado, tão dignamente representado pelos seus filhos e sobrinhos. Falecido em 1915, Ramalho Ortigão tinha um talento inovador e exerceu uma influência sensível na evolução literária universal. Na referida cerimónia foram, também, tecidos louvores à obra arquitetónica de Raul Lino, encarando-a como uma estilização de um banco rude e ao Parque da Assureira, delineado por Guilherme Felgueiras, administrador da mata do Gerês. Elevados os relevantes serviços prestados ao país, o BANCO DO RAMALHO ficou à guarda da direção florestal.

A sua época dourada foi marcada nos anos que se seguiram à inauguração, quando homens distintos acompanhados de ilustres damas percorriam os quase 2 km para digerir a água mineromedicinal e posar para a posteridade no novo Banco do Ramalho, num local catalisador de paz de espírito, fruto do desenvolvimento das Caldas do Gerês na época.

Texto e fotografias: Município de Terras de Bouro