segunda-feira, 13 de abril de 2015

224... De volta às Minas dos Carris


Esta foi a primeira de duas caminhadas tendo por destino as Minas dos Carris realizadas em dois dias consecutivos. Mais uma vez, foi a oportunidade de mostrar a paixão por aquele lugar e de contar as histórias que marcaram parte do século XX na Serra do Gerês.

Com um dia de Primavera, o percurso pelo Vale do Alto Homem fez-se sem grande dificuldade, ou com a dificuldade do costume, mas sempre com a vontade de começar a fazer umas visitas às tantas lagoas do Rio Homem. Mais uma vez a jornada foi coroada com o avistamento de alguma fauna selvagem entre rapinas e as cabras selvagens.

Esta foi a primeira vez em muitos meses (ou talvez anos) em que visitei as minas durante um dia de Sábado e de facto espanta-me a curiosidade que aquele local desperta a muitos visitantes. Sem dúvida que o local merece uma atenção espacial por parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, tendo todo o potencial de se transformar num pólo de educação ambiental único no nosso país.

Ficam algumas imagens do dia...



























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Edição esgotada - 'Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês'


É com grande prazer que anuncio que a primeira edição do meu livro 'Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês' está esgotada.

O livro foi publicado a 15 de Dezembro de 2013 após uma bem sucedida campanha de crowdfunding que permitiu a sua edição.

Nesta fase não sei se haverá a oportunidade de haver uma segunda edição do livro, no entanto irei fazer os possíveis para que tal venha a acontecer. Se no entanto houver alguém interessado em financiar uma segunda edição poderá entrar em contacto com o autor.

Agradeço a todos aqueles que apoiaram este projecto e que o livro sirva de referência para a História das Minas dos Carris e que ajude a compreender um pouco a História da ocupação humana da Serra do Gerês.

A 'turra'


Costume que, felizmente se vem perdendo, era o de as diferentes povoações serranas disputarem entre em a primazia em possuir o melhor exemplar do boi de cobrição, ou touro.

Curiosamente, entre as antigas vezeiras do Vilar da Veiga e de S. João do Campo, ambas com os seus currais em Leonte, havia o costume de quando ali se juntavam, lançarem os seus touros a turrar, obrigando-os à luta, actividade de aparentemente teria muitos admiradores.

Segundo Tude M. de Sousa, no seu "Gerez - Notas Etnográficas, Arqueológicas e Históricas", "por vezes os touros brigam valentemente e já tem sucedido ali ficar algum ferido de morte; como consequência, também não poucas vezes os homens de um e outro lado armam disputa, que nem sempre acaba à boa paz."

Ainda segundo o mesmo autor, "Está estabelecido que, se o juiz de Vilar resolver que não se consinte a tura, esta se não realizará; não havendo determinação especial, é ainda assim preciso que algum vezeiro a autoriza."

Sobre este assunto, com a devida antecipação para a vergonha das touradas que ainda se verificam no nosso país, refere ainda Tude de Sousa, "É muito atrasadora esta prática, feita unicamente e com o intuito de gozar o espectáculo, verdadeiramente digno de Nero, sem que ao menos aproveitem dêle o ensinamento das vantagens de uma especial selecção, reconhecendo para as funções de reprodução as qualidades de superioridade manifestadas na luta pelo triunfador. Há apenas o prazer de assistir a uma briga, em que os espectadores atestam uns restos que ainda lhes giram da tradição romana e em que o circo é transportado às alturas da serra do Gerez."

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Uma possível origem do topónimo 'Gerês'


São várias as explicações para a origem do topónimo 'Gerês'. Não é objectivo deste artigo disputar qual será a explicação mais plausível para o nome, mas sim oferecer uma possível explicação para a sua origem que, confesso, é a que mais me agrada. No entanto, caberá ao leitor avaliar outras explicações e daí tirar as suas conclusões.

O seguinte texto é uma transcrição (com a devida correcção ortográfica, mas não para o actual aberrante acordo ortográfico) de um texto existente na obra "Gerez - Notas Etnográficas, Arqueológicas e Históricas" de Tude M. de Sousa...

"O sr. Cónego, Dr. António Pires Dias de Freitas, da Casa do Passadiço, de Covide, crê, não só que os romanos usariam as águas termais, como mesmo, que seriam elas a darem o nome à serra. Para fundamentar este seu juízo, diz-nos, em referência a dúvidas e a correspondência nossas anteriores: «Não li em parte alguma que os romanos chamassem ao Gerez Mons Jureus, mas afirmo isso por dedução, bem ou mal fundada, pois os romanos, como homens investigadores e inteligentes que eram, sempre se esforçaram por descobrir todas as riquezas do solo ocupado. Daqui a descoberta necessária das termas. E, se eles deram nomes a diversos pontos da serra, mais o deviam dar à própria serra. Os nomes que davam importavam sempre uma característica predominante do lugar, sendo no caso sujeito as termas. Os nossos velhos diziam Jurês e, presumindo que esta palavra deriva do latim, não posso deixar de a filiar em Jureus - cálido, quente, caldo, água quente. E, como o adjectivo precisa de um substantivo, encontro naturalmente a palavra Mons. Portanto: Mons Jureus - monte de onde brota a água quente.

(...)"

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Cronologia das Minas dos Carris


Uma cronologia completa das Minas dos Carris pode ser encontrada aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

O uso da água 'torna a torna' pelas gentes geresianas


Isolados de forma natural pelas agruras da Serra do Gerês, os diferentes povoados foram criando modos de vida que são semelhantes entre uns e outros, tendo naturalmente as pequenas diferenças que se foram estabelecendo com o passar dos séculos.

Os usos das águas, bem primário e precioso numa sobrevivência tirada a ferros das agrestes serranias que nos vales proporcionavam os pequenos espaços de cultivo, eram, tal como todas as actividades do dia-à-dia, sujeitos a regulamentos que estabeleciam, claro está, o seu uso.

A água foi, e é, muitas vezes ainda fonte de discórdia, levando por vezes a confrontações e contendas que terminam em desgraça.

No antigo Gerês, e bem também ainda hoje em uso, uma das formas de distribuição das águas para os regadios era a 'torna a torna', que é simplesmente o que mais pode tornar, ou meter água nos seus terrenos.

Este método não tem, ao contrário de outros, dias marcados o que muitas vezes levava a que, mas um utilizador encaminhava a água para o seu terreno, logo outro vizinho já as tinha cortado para o seu. "Isto dá origem a graves conflitos, tão frequentes no Minho e que por vezes acabam por agressões de que resultam, não raro, mortes", tal sendo referido por Tude de Sousa no seu  "Gerez - Notas Etnográficas, Arqueológicas e Históricas", datado de 1927.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)


Evento 'Pés da Terra'


A Cabril EcoRural vai organizar no próximo dia 12 de Abril, o evento 'Pés na Terra' que é aberto a todos e vai permitir um contacto mais directo com a Natureza.

O programa do evento é o seguinte:

9h | Encontro no Abrigo da Garrana (junto ao GeresGreenPark), seguindo-se uma breve apresentação do projecto Cabril Eco Rural

Caminhada com cavalos até à Quinta da AlbaLeda. Aqui terão lugar as seguintes actividades:

- Enraizamento (exercício de estabilização de energia e respiração) – Pés na Terra
- Actividades agrícolas e pastoris orientadas.
- Piquenique
- Regresso ao Abrigo

18h | Até já não é adeus

Os participantes devem trazer seu lanche, roupa e calçado confortáveis para caminhar e protector solar.

Como Contributo deve trazer: guloseimas para os garranos (milho seco, cenouras, trigo, maçãs…); ferramentas agrícolas (sacholas, ancinhos, carrinho de mão, tesoura de poda, corta ramos, sacho de mão, pá de mão, etc. e sementes.

Caso pretendam pernoitar por favor entre em contacto com a organização

A propósito do lobo e do pastor


Datado de 1782, o "Diário Filosófico da Viagem ao Gerês" faz-nos um resenha da viagem de Joaquim Vicente Pereira Araújo pelas termas geresianas do Século XVIII e é, segundo Celestino Maia (que publicou, prefaciou e anotou o manuscrito desta obra) , "...um documento precioso para a história das Caldas..." tendo algum interesse no campo do conhecimento da Natureza da Serra do Gerês.

A certa passagem, e referindo-se a Vilar da Veiga, este documento nota que "Para as serras mandão gados, a que eles chamão vezeiras, do 1º de Junho athe 8 de Septembro,... bois e vaccas. Os vaqueiros se obrigam a dar conta dellas sans e salvas, e se o lobo feria alguma, de que se lhe occasiona a morte, paga sua estimação. E hua palavra - só a morte natural izenta o pastor da entrega da cabeça. Quando o vaqueiro tem duvida em pagar a multa, he chamado perante o seu senado, e accordão; sentindo se gravado apella para a Ribeira, onde ha mes politica, - e em casos semelhantes os da Ribeira apellão para Villar..."

Fotografia © Grupo Lobo


terça-feira, 7 de abril de 2015

Crenças populares Geresianas


Perdidas nas brumas dos tempos, as vivências do passado vão-se diluindo numa memória que se vai amarelando como as páginas de um velho livro e esmorecendo como a velha tinta dessas mesmas páginas.

Nos nossos dias, com a verdadeira invasão cosmopolita e a descaracterização das aldeias e modos de ser serranos, muitos costumes foram arredados para o esquecimento, não merecendo por vezes sequer, um registo escrito ou uma lenda oral.

As gentes da Serra do Gerês possuíam um conjunto de crenças, quase uma ciência popular, originada do seu modo de vida serrano. A observação dos ciclos da Natureza levou a surgissem perdidos nas memórias de antanho, essas crenças que marcavam os dias da serra.

Por exemplo, na Noite de Natal costumavam sair das suas casas e pela meia-noite iam à porta da rua com uma acha acesa que era tirada do lume. Chegando à porta, levantavam ao alto assa acha acesa para ver de que lado vinha o vento. Conforme a direcção tomada pelo fumo saído da acha, o ano seguinte teria o tempo influenciado desse quadrante, dizendo então que ficavam com as «têmporas» do norte, ou do sul, etc., ou «fica-nos o tempo do norte, ou sul» Se o vento fosse do norte teriam então um ano frio, que nem mata nem cria. Se o vento fosse do sul, o tempo seria quente; se fosse de nascente, teriam chuva de repente (ano chuvoso com chuva quente); se fosse de poente, teriam um ano invernoso com chuva fria.

Outros usavam ir à mesma hora às cortes do gado e viam para que lado estavam virados os bovinos que estivessem deitados e, conforma a cabeça estivesse voltada para o norte, sul, nascente ou poente, assim o ano futuro correria.

Uma outra crença baseava-se no facto de ocorrer trovoada durante a lua de Janeiro. Assim, caso isso ocorresse, quem ficaria governando o resto do ano seria o lado a partir do qual a primeira vez rugisse o trovão, ficando prejudicada a indicação das «têmporas» se não houvesse concordância com ela.

Tudo isto regulava o tempo até ao Espírito Santo (Maio - Junho), pois a partir daí formava-se novo vaticínio naquele dia.

Adaptado de "Gerez - Notas Etnográficas, Arqueológicas e Históricas"; Sousa, Tude M. de; Coimbra; Imprensa da Universidade, 1927

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

As Alminhas da Candorca


No dia 13 de Março, escrevi um pequeno artigo sobre as Alminhas da Candorca, um singelo monumento que existia (pensava eu) em Rio Caldo. O artigo pode ser lido em "Alminhas da Candorca em Rio Caldo".

Pouco depois de colocar o artigo neste blogue, um amigo geresiano contactou-me a dizer que as Alminhas da Candorca ainda existem e estão de boa saúde junto à Quinta da Granja. Dando-me as indicações para chegar ao lugar, foi com muita satisfação que vi a preservação deste monumento certamente pouco conhecido pelos amantes da Serra do Gerês e da sua história.

Curiosamente, e segundo José Maria Araújo, as alminhas também recebem a designação de 'Alminhas do Canhoto', referindo-se o «canhoto» ao grande tronco de castanheiro original que aparentemente terá sido destruído por um incêndio.

Localizadas em Rio Caldo, Tude Martins de Sousa, antigo regente florestal do Gerês, descreve-nos estas alminhas no seu livro "Gerez - Notas Etnográficas, Arqueológicas e Históricas"...

"Não há memória de quando, nem por quem, seriam feitas e colocadas no seu sítio aquelas alminhas, nicho cavado na torada do tronco de um velho e carcomido castanheiro, de pintura já esbatida pelo tempo, mas deixando, ainda assim, a-pesar-do seu abandono actual, perceber as figuras que o habitam.

Da Candorca lhe chamam, porque assim se diz na região do individuo velho, roído pelos anos.

Castanheiro candorco, ou candorçoso, minado no interior e ainda dando fruto longos anos, árvore candorca...

A torada mede cerca de um metro e setenta de altura, sendo de um metro e vinte o seu diâmetro interior, e encontra-se colocada sobre a parede de vedação de propriedade particular, à beira do caminho que do local denominado Ribeiro da Adega conduz à igreja paroquial de Rio Caldo, num sítio pitoresco e aprazível, rodeado de amieiros e outras árvores.

É coberta de telha portuguesa e tem, como se vê, ao alto um Cristo crucificado, ladeado pelas imagens de Santo António e Nossa Senhora do Rosário; em baixo, S. Miguel com a balança, pesando as almas, ou as suas boas e más acções em vida e ainda as labaredas do purgatório, com várias almas em expiação dos seus pecados, ficando na base de tudo a respectiva caixa das esmolas, hoje desconjugada e sem préstimo, pelo abandono em que o nicho, que em dias mais felizes teria o seu esplendor, foi de há tempos lançado, talvez pelo lugar isolado e solitário em que se encontra.

Diz a tradição local, que, aliás, nada pode confirmar, que estas alminhas foram mandadas fazer por uma Teresa da Granja, que da sua bouça levara o castanheiro. Mulher fôra ela de decisão e energia, que em tempos de agitadas lutas políticas se evidenciara por aqueles sítios, indo amiudadas vezes ao Pôrto, e que então seria acto de aventurado heroísmo.

O certo é, porém, que ainda hoje o terreno onde as alminhas se exibem está na posse de uma família Granjas."

Ficam agora algumas fotografias das Alminhas da Candorca, em Rio Caldo...







Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Em luta pela Serra da Cabreira


Já anteriormente havia levantado o véu sobre o facto de algo estranho estar a acontecer na Serra da Cabreira. Assim, foi tomada a decisão de agora tornar público o que pode vir a ser um verdadeiro atentado ambiental naquele espaço natural, onde parecem nascer notas em vez de folhas.

O email seguinte foi enviado para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) solicitando informações sobre o que está a ocorrer e sobre a razão pela qual milhares de árvores foram literalmente marcadas para abate que caso venha a acontecer irá mudar por completo a paisagem daquela serra vizinha da Serra do Gerês.


Já não basta terem por lá plantado dezenas de eólicas e assim aumentado o custo da energia eléctrica, querem agora transformar a Cabreira num ermo desértico!

Todos juntos ousemos lutar, ousemos vencer!


Email modelo a enviar ao INCF...

Exmos. Srs.

Chegou ao meu conhecimento pelos forum’s de actividades ao ar livre, nomeadamente pelos grupos de Montanhismo on-line, que existe a intenção, presumivelmente por parte do próprio ICNB (delegações Braga ou Vila Real), de proceder ao abate indiscriminado de árvores de grande porte na Serra da Cabreira.

Das referidas denúncias no espaço internáutico constam nomeadamente os seguintes factos:

1. No passado dia 14 de Março, apareceram cerca de 100 árvores (resinosas) marcadas, a machado/catana, a cerca de 400 m a jusante da ribeira que nasce nos Marcos de S. Bento (sopé Sudoeste do Sapateira) e que corre para as Lamas de Curral (também conhecido como "Bosque de Lírio");

2. No dia 21 do mesmo mês, estavam já marcadas todas as árvores para montante, até à própria nascente, sita junto aos referidos Marcos de S. Bento;

3. No Sábado, 28 de Março, a cerca de 500 m para jusante da área referida no Ponto 1, nova mancha de resinosas, em grande número, marcadas da mesma forma (direcção "Raposeira").

No total, estaremos a falar numa zona marcada para abate, numa extensão de cerca de 1 km de floresta, isto à data de 28 de Março, não havendo garantias de que, entretanto, esta mancha não se tenha alargado, uma vez que todas as entidades contactadas, nomeadamente, as Câmaras Municipais de Vieira do Minho e Montalegre e Comissões de Baldios Locais, ou desconheciam ou não se mostraram disponíveis para indicar o intuito, a origem e/ou extensão da acção em curso.

Tendo em consideração a opinião unanimemente expressa pelos montanhistas e ecologistas, que denunciaram estes factos, de que esta parte da floresta é fundamental para todo o ecossistema da Serra da Cabreira, pois é a única ligação a norte entre a Costa dos Castanheiros e os restantes Bosques Ocidentais que sobreviveram aos incêndios e como tal a razão primeira da existência ainda de uma Floresta Una nesta zona da Cabreira, e, por outro lado, que esta eventual divisão da Floresta irá colocar em grave risco qualquer eventual projecto futuro de reflorestação das linhas de água que vão formar o Rio Ave, levanta-se a questão de se estar na presença de um verdadeiro “CRIME AMBIENTAL”.

A par da desflorestação provocada pelo abate indiscriminado de espécies duma área tão extensa de floresta, sem um conveniente estudo de impacto ambiental, acresce também o consequente impacto no habitat das espécies que na mesma “habitam” e da mesma dependem, incluindo espécies sob protecção, nomeadamente o corço e o lobo ibérico (já observados nesta zona).

Pelo aqui exposto, e enquanto Cidadão preocupado, quer com a constante desflorestação do país e consequente avanço de espécies invasoras que em nada contribuem para a biodiversidade e que ainda potenciam o aumento do risco de incêndios, os quais por sua vez infligem elevados prejuízos ao país, económicos e humanos, venho por este meio:

- expressar a minha profunda indignação pelo que está já a ser feito na Serra da Cabreira, sem a devida transparência nem o devido esclarecimento por parte das entidades oficiais, mesmo no tocante à legalidade das acções empreendidas e,

- solicitar de forma veemente a esse Instituto, enquanto entidade responsável pela protecção da Floresta Portuguesa que informe URGENTEMENTE se tal iniciativa parte desse organismo (e, na negativa, se tem do mesmo conhecimento), e, principalmente que medidas pretende implementar para o exercício do objectivo e função primeira da sua existência – a Conservação da Natureza e da Biodiversidade!

Grato pela atenção dispensada, subscrevo-me com os melhores cumprimentos

(Nome Completo, BI / CC)





Fotografias: Rui França

IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitoes das Júnias


Terão lugar a 30 e 31 de Maio as 'IV Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias', cujo programa provisório é o seguinte:

Dia 30 de maio. Sábado

10:00: Mónica O'Reilly: "título ainda sem confirmar"
11:00: João Paredes: "Sobrevivências da antiga religião Galaica e concomitâncias na Europa Atlântica".
12:00: Marcial Tenreiro: "Mito, realidade e território; Para uma etno-árqueologia jurídica na céltica peninsular.
13:30: Comida 
16:00: (Apresentação sem confirmar)
17:00: Apresentação das Atas das Jornadas das Letras Galego-Portuguesas dos anos passados.
18:00: Livre

Dia 31 de maio. Domingo.

10:00: Maria Dovigo: Lei estranha do herdo. Presença da avó na poesia Galega contemporânea: As elegias de Joana Torres.
11:00: Hugo da Nóbrega: Identidade toponímica do Norte de Portugal e localização do nome da Gallaecia.
12:00: Filme: "Cem raios te partam" de Mónica Baptista.
13:00: Comida.
15:00: Conclusões e posta em comum.
16:00: Visita turística por Pitões das Júnias.

Visitar as Minas dos Carris em dose dupla


Nos dias 11 e 12 de Abril o Parque de Campismo de Cerdeira vai organizar duas visitas guiadas às Minas dos Carris.

Estas visitas inserem-se num programa que ao longo dos últimos meses tem proporcionado um conhecimento histórico não só do complexo mineiro como também do Vale do Alto Homem.

Para mais informações e outras datas devem contactar o Parque de Campismo de Cerdeira.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)