Nos dias de Inverno, quando descemos o Vale do Alto Homem, vemos como as sombras vão tomando conta dos pequenos vales que são calcorreados com cuidado. A neve havia-se transformado em gelo, dificultando a subida e tornando a descida um exercício de máxima concentração. Se o caminho nos obriga a olhar para o chão a maior parte do tempo em dias sem chuva, nestes dias a atenção tem de ser mais do que redobrada.
No entanto, quando levantamos o olhar, a paisagem surpreende-nos pela sua beleza cénica. Acabando de passar as Águas Chocas e já nas imediações do Vale do Teixo, o Rio Homem recebe as águas vindas da Corga dos Salgueiros da Amoreira. A intersecção dos dois cursos de água é o local onde o fabrico e a venda do carvão se fez durante muitos anos, e é o local onde vemos o Outeiro da Meda que se eleva banhado pelo Sol que desliza para o ocaso que nos dias de Inverno ocorre cedo. Atrás do Outeiro da Meda, o vislumbre da Laje do Sino já na raia.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

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