Neste dia percorremos as etapas 6 e 7 da Grande Rota da Peneda-Gerês (GR50) ligando o Mezio a Lindoso, num evento orgainzado pela RB Hiking & Trekking.
O texto a seguir é retirado da página da Grande Rota da Peneda-Gerês, e relata as etapas que ligam os dois pontos da GR50. O texto é editado quando necessário.
"A caminhada tem início na Porta do Mezio, percorrendo cerca de 6,8 quilómetros até chegar a Soajo. Depois de deixar o espaço da Porta", siguimos as indicações que nos encaminharam para o interior da Mata do Mezio. "Depois de percorrer cerca de 800 metros, surgirá uma bifurcação" por onde já havíamos passado na etapa anterior que liga Adrão ap Mezio. Seguimos então pela direita em direção a Soajo, passando nas traseiras do Centro Hípico do Mezio e 500 metros mais à frente encontra-se a estrada municipal. Atravessando a estrada, segue-se "em direção a Vilar de Suente, um lugar que pertence já à freguesia de Soajo." Aqui, pode-se "visitar a aldeia e apreciar as suas construções tradicionais, nomeadamente espigueiros e as habitações típicas da região. Deixando o lugar, tomamos a direção de Soajo, seguindo um antigo caminho agrícola, com pavimento em laje granítica, na sua maioria ladeado por muros. Ao longo do caminho apreciamos a veiga agrícola de vários lugares de Soajo. Passamos o ribeiro da Lapa e a sua bonita ponte, bem como alguns bosquetes de folhosas.
Percorrendo o Caminho Velho, "o percurso termina na Vila de Soajo, que não poderá deixar de visitar. Recomenda-se a visita ao núcleo de espigueiros (classificados como Imóvel de Interesse Público), construídos sobre uma gigantesca laje granítica, e que ainda são utilizados pela comunidade local para a secagem do milho. No centro histórico - Largo do Eiró – conheça a história do Pelourinho de Soajo, visite a Igreja Matriz e aprecie a arquitetura local e os arruamentos, com pavimento de lajes de granito, que preservam ainda parte da matriz medieval."
A etapa 7 tem início no campo da feira de Soajo, seguindo cerca de 40 metros pela Estrada Municipal 530 (EM-530), na direção Oeste, até que surge a indicação de virar à esquerda. Entramos num caminho agrícola que nos orienta a passagem pela veiga agrícola de Soajo. Alcançando novamente a EM-530, vira-se à esquerda, pelo asfalto, cerca de 100 metros, desviando depois, à direita, para uma rua secundária. Poucos metros à frente, deixa-se de caminhar pelo asfalto e passa-se a percorrer um antigo caminho agrícola, empedrado e ladeado por muros, que nos leva novamente à EM-530 e ao lugar de Vilarinho das Quartas, ainda na freguesia de Soajo.
Após sair de Vilarinho das Quartas continuamos pela EM-530, em direção ao Rio Lima. Passamos a ponte sobre o Rio Lima e a antiga Central Hidroelétrica, deixando o município de Arcos de Valdevez e continuando o percurso em território do município de Ponte da Barca. Siguimos pela estrada até encontrar as primeiras casas. Aí, tomamos o caminho íngreme à esquerda que nos leva ao antigo Bairro da EDP (Energias de Portugal), construído nos anos 80 (século XX) para albergar os trabalhadores que construíram a Barragem do Alto Lindoso, considerada a maior central de produção de energia hidroelétrica e uma das mais altas construções de Portugal.
Depois de deixar o bairro, atravessa-se a Estrada Nacional 203 e seguimos para o lugar de Paradamonte, onde continuamos a presenciar a existência de vários edifícios e equipamentos das antigas estruturas da EDP. Após deixar o núcleo populacional, a rota segue por um caminho florestal, em terrenos baldios de Britelo, passando pela área agrícola do lugar de Mosteirô, já em caminho empedrado, que nos conduz à Capela da Senhora da Penha, um pequeno santuário de grande devoção popular, e continuamos pela estrada asfaltada, cerca de 400 metros, até surgir indicação de virar à direita, continuando por um caminho florestal que nos levará a terras de Cidadelhe, já na freguesia de Lindoso. A rota não entra propriamente na aldeia de Cidadelhe, mas o seu acesso encontra-se indicado como opção para os que pretendam conhecer.
O percurso segue então em direcção a Parada. Passamos por algumas cancelas, que servem para controlar o movimento do gado bovino e equino que pastoreiam livremente na montanha. Devemos deixar sempre as cancelas conforme as encontramos (fechada, se a encontrar fechada, ou aberta, se a tivermos encontrado aberta). Entre Cidadelhe e Parada o percurso segue caminhos agrícolas, carreiros e trilhos florestais, atravessando essencialmente zonas de pastagem, matos e pequenos bosquetes de folhosas, bem como algumas corgas e linhas de água.
Já perto de Parada, iremos atravessar o Rio da Ponte, onde se encontra o Poço da Gola (lagoa natural), surgindo novamente os campos agrícolas, em socalcos. A entrada no lugar faz-se pela Eira do Tapado, onde se reúne um conjunto de vinte e um espigueiros datados dos séculos XVIII e XIX, semelhantes aos espigueiros que encontraremos mais adiante no lugar do Castelo, em Lindoso. Após atravessar a aldeia, seguimos por caminho empedrado, desviando-nos deste mais adiante para continuar em caminho florestal. Ao longo do caminho, em locais onde a topografia o permitir, conseguirá avistar o Castelo Medieval de Lindoso, o conjunto de espigueiros que o flanqueia, tendo como cenário de fundo o plano de água da albufeira do Alto Lindoso.
Por fim, caminhamos novamente sobre calçada e chegamos ao lugar do Castelo, em Lindoso, onde não faltam motivos de interesse. Destaca-se, pela importância histórica e monumentalidade, o núcleo constituído pelo castelo medieval, cruzeiro, eira comunitária e o conjunto de 67 espigueiros, onde não devemos deixar de apreciar a tipicidade da arquitetura e os arruamentos.
Ficam algumas imagens do dia...
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
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