O Dia da Liberdade de 2026 serviu para a inauguração, por parte do Município de Terras de Bouro, do Percurso Interpretativo da Célula Defensiva de Bouro, inauguração essa inlcuída no âmbito das comemorações do 25 de Abril.
Este percurso interpretativo é dedicado à Célula Defensiva de Bouro, também conhecida como a "Trincheira de Campo do Gerês". Segundo publicação do Município de Terras de Bouro, "Através de fundos comunitários, foi possível proceder à interpretação deste património histórico que se encontrava esquecido, mas que possui grande relevância na história do território e das suas gentes. Localizada no limite da Mata da Albergaria, a fronteira da Portela do Homem assume um papel fundamental desde a formação da nacionalidade, tendo sido a mais importante zona de trânsito medieval entre o interior galego e a região bracarense através da Geira."
De salientar que "Historicamente, os habitantes de Terras de Bouro desempenharam um papel crucial como zeladores e guardiões do Castelo de Bouro e da fronteira, conforme documentado nas Inquirições de 1220 e 1258. Em reconhecimento pelo seu caráter belicista e esforços constantes, o Rei Afonso II conferiu privilégios a estes moradores, isentando-os do serviço militar obrigatório em troca da manutenção e defesa ativa da fronteira e do castelo. Esta obrigação levou à construção de várias trincheiras defensivas, cujos vestígios ainda hoje podem ser admirados em locais como a Portela do Homem, Portela de Leonte, encosta de Palheiros", Campo do Gerês e na Serra Amarela.
No Campo do Gerês "A estrutura defensiva (...) destaca-se por elementos como o seu muro semicircular de 120 metros de comprimento, construído originalmente no tempo de D. João I e reparado nos reinados de D. João IV e D. João VI. O complexo incluía a Casa da Guarda, para abrigo das sentinelas, e a Casa das Peças, destinada ao armazenamento de guarnições bélicas e munições, especialmente durante as Guerras da Restauração. Todo o sistema era coordenado pela Casa do Facho, situada no Monte Pinhote, que oferecia uma posição estratégica e elevada visibilidade sobre a zona de fronteira.
Estas ruínas permanecem como um testemunho silencioso da coragem de um povo que, durante quase 700 anos, serviu de escudo a Portugal nesta região montanhosa."
Fotografias © Município de Terras de Bouro (Todos os direitos reservados)












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