Páginas

sábado, 29 de agosto de 2026

Trilhos seculares - Pela Chã de Pinheiro e o alto do Junco

 


A caminhada que nos levou ao alto do Junco passando pela Chã de Pinheiro e Curral do Camalhão foi uma jornada tranquila através das paisagens da Serra do Gerês.

Iniciamos a jornada no cruzamento da Pala Freita tomando a estrada florestal que nos levou a passar na Ponto do Arado. Nestes dias, e após as chuvas que entretanto marcaram o final de Agosto, o Rio Arado ganhou nova vida, deixando esquecer os charcos de água estagnada e coberta de gordura dos dias quentes do estio.




Optamos por seguir a velha estrada dos Serviços Florestais que ladeia os Cabeços de Junceda para chegar ao Curral de Coriscada, já caminhando por carreiros de pé posto. A manhã surgia amena, ajudando no percurso que nos levaria pelas encostas da Arrocela e a passar junto da Fonte da Meda de Arrocela. Chegando quase ao topo da Corga de Giesteira, seguiu-se em direcção à Chã de Pinheiro com o seu velho abrigo pastoril, descendo depois para a Corga de Fitoiros Negros. É magnífico caminhar por uma montanha com o som da água que percorre os pequenos riachos e traz nova vida à serra, especialmente após tantos dias de secura.

Olhando para velhas mariolas que traçavam carreiros já esquecidos, seguimos em direcção ao Vale de Teixeira, dirigindo-nos para o Curral de Camalhão, onde fizemos uma paragem mais prolongada para o almoço.

Após o descanço, encetamos caminho em direcção ao Junco, passando no colo da imensa Corga da Figueira antes de se iniciar a subida final. A Corga da Figueira afunda-se em direcção ao Vale do Rio Gerês e forma um cenário magnífico com os espigões do Pé de Cabril e a forma quase irreconhecível do Pé de Salgueiro. A parte superior do Vale de Teixeira oferece-nos a paisagem do Curral de Camalhão abrigado pelas vertentes do Alto da Ruivas e pelos escarpados que se prolongam para as alturas do Borrageiro.

A subida para o Junco faz-se de forma tranquila e animados por uma brisa que parecia trazer chuva de Leste (que só chegaria pela noite). Passado o cume, segue-se pelo Cabeço da Boca de Suero e inicia-se uma cómoda descida em direcção ao Curral da Lomba do Vidoeiro e depois ao Curral da Carvalha das Éguas, seguindo já o traçado do Trilho dos Currais que abandonamos logo após a Carvalha das Éguas, ladeando o Alto de Rebolar e descendo para a Chã de Rebolar. O caminho leva-nos a entroncar no traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês junto da Pala do Cando de Cima, seguindo depois para as proximidades do Cocão e continuando para o ponto de partida na Pala Freita, com um cenário de alarido com dezenas de carros a ocupar o estacionamento.

Ficam algumas fotografias do dia...






















 

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Os comentários para o blogue Carris são moderados.