Carris, 5 de Outubro de 2011
Uma nova passagem pelas Minas dos Carris desta vez não para procurar a solução para algum mistério, mas sim para sentir... e basta.
Caminhada tardia sobre o manto estrelado numa noite amena de Verão em pleno Outono. Entramos pelas ruínas como figuras penumbrais que se iam movendo pelo cansaço e percorrendo o resto do caminho que ia faltando. Sombras fugidias que aqui e ali iam surgindo e que se escondiam com o extinguir da luz.
A espera à vista das estrelas, constelações e planetas, que o horizonte fosse ganhando novos tons e tonalidades que se sucediam com o passar, rápido, dos minutos. O escuro da noite foi dando lugar à aguardada aurora com os tons de fogo a ganhar intensidade. A barreira da neblina escureceu como um filtro o Sol nascente. Elevando-se lentamente no horizonte, a paisagem transformavam-se com os minutos, até que surgiu em toda a sua pujança.
Depois de abandonar Carris foi um belo passeio em busca de novos velhos trilhos seculares que se vão perdendo na memória dos povos e misturando com a envolvente paisagem. Passamos à sombra da Cidadelha e da Torrinheira, através do Curral dos Bezerros e finalmente os Prados da Messe. Depois do repaste, a Albergaria... alas...
Fotografias © Rui C. Barbosa
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Revista Passear n.º 7
Está já disponível a mais recente edição da Revista Passear. Entre vários artigos poderão encontrar um artigo de opinião meu sobre o PNPG e o seu potêncial.
A revista está disponível aqui.
Fotografia © Revista Passear
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
5 de Outubro no PNPG
No PNPG os feriados são a verdadeira demonstração da essência da palavra... ou então decorria uma conferência internacional de apicultores junto à ponte sobre o Rio Homem...
Fotografias © Rui C. Barbosa
terça-feira, 4 de outubro de 2011
'Caminhar não é crime!'
A frase não é minha, é do Pedro Balaia, e reflecte na perfeição aquilo que muitas de pessoas sentem quando caminham pelas nossas áreas protegidas, pois simplesmente 'caminhar não é crime!'.
No entanto, espanta-me a passividade de muitos daqueles que caminham nas nossas áreas protegidas perante o verdadeiro atentado que é a conjugação da Portaria 138-4/2010, de 4 de Março, com os planos de ordenamento dessas áreas protegidas. Muitas dessas pessoas limitam-se a utilizar os espaços talvez pensando encobertas pela secular utilização do mesmo. Aqui o hábito não cria a «mongitude» da questão...
Assim, continua a verdadeira pouca vergonha que é a exigência de um pagamento de uma taxa de €152,00 pelo acto administrativo de avaliar um simples pedido de autorização de caminhada ou pernoita, ainda mais agravada pela interpretação pessoal e abusiva que alguns funcionários fazem do mesmo plano de ordenamento como se essas áreas protegidas, nomeadamente o PNPG, fosse o seu couto pessoal. Situações destas não podem passar despercebidas...
'Caminhar não é crime!'
Entretanto, nas instâncias que supostamente deveriam regular as actividades de montanha (vulgo federações) continua o «olhar para o outro lado e assobiar para cima» perante a situação.
Talvez seja o que muitos merecem... 'Caminhar não é crime!'
Fotografia © Rui C. Barbosa
No entanto, espanta-me a passividade de muitos daqueles que caminham nas nossas áreas protegidas perante o verdadeiro atentado que é a conjugação da Portaria 138-4/2010, de 4 de Março, com os planos de ordenamento dessas áreas protegidas. Muitas dessas pessoas limitam-se a utilizar os espaços talvez pensando encobertas pela secular utilização do mesmo. Aqui o hábito não cria a «mongitude» da questão...
Assim, continua a verdadeira pouca vergonha que é a exigência de um pagamento de uma taxa de €152,00 pelo acto administrativo de avaliar um simples pedido de autorização de caminhada ou pernoita, ainda mais agravada pela interpretação pessoal e abusiva que alguns funcionários fazem do mesmo plano de ordenamento como se essas áreas protegidas, nomeadamente o PNPG, fosse o seu couto pessoal. Situações destas não podem passar despercebidas...
'Caminhar não é crime!'
Entretanto, nas instâncias que supostamente deveriam regular as actividades de montanha (vulgo federações) continua o «olhar para o outro lado e assobiar para cima» perante a situação.
Talvez seja o que muitos merecem... 'Caminhar não é crime!'
Fotografia © Rui C. Barbosa
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