domingo, 11 de novembro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXXVIII) - Magusto Celta de Pitões das Júnias


O Magusto Celta de Pitões das Júnias faz eco das tradições milenares das gentes Pitonenses e assinala a entrada do Inverno Celta, o começo da longa noite.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Num lugar solitário...


In a lonely place... Num lugar solitário...

The hangman looks 'round as he waits
Gullet stretches tight and it breaks
Someday we will die in your dreams

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 4 de novembro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXXVII) - Portas do passado em Fafião


Estas são as portas do passado na aldeia de Fafião, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Inauguração da exposição fotográfica "Rostos com História"


Teve lugar no dia 3 de Novembro a inauguração da exposição "Rostos com História" do fotógrafo Pedro Jorge Pias Canedo.

Barrosão apaixonado desde cedo pela fotografia e com um toque de extrema sensibilidade para os rostos, a exposição é composta por uma série de fotografias que nos mostra os rostos e os olhares do Barroso do passado. 

A inauguração contou com a presença de Lino Pereira, presidente da Associação Vezeira de Fafião, de Márcio Azevedo, presidente da Junta de Freguesia de Cabril que referiu e bem a importância dos rostos e dos costumes tradicionais que hoje em dia se devem assumir como a forte identidade da terra, e Nuno Otelo.

Pedro Canedo falou-nos ao coração, porque é assim que ele vive a fotografia, cada rosto uma história, uma partilha de momentos numa epopeia de visualizações que quem visita a exposição poderá vivenciar e sentir.

A exposição estará patente no Ecomuseu de Barroso, pólo de Fafião até dia 6 de Janeiro de 2019.










Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Lançamento do livro "Couto Mixto - Aspectos folclóricos"


O lançamento do livro "Couto Mixto - Aspectos folclóricos", da autoria de José Rodríguez Cruz, terá lugar no dia 17 de Novembro pelas 16h00 no Ecomuseu de Barroso - espaço padre Fontes, em Montalegre.


"Guia do Parque Cerdeira - Aves" e "Guia rápido do Prado - Flores"


Estes são dois guias importantes para conhecer melhor as aves que habitam o espaço do Parque de Campismo de Cerdeira, bem como para conhecer as flores que ao longo do ano vão dando um colorido ao parque de campismo.

A adquirir na recepção do Parque de Campismo de Cerdeira.

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (4 a 12 de Novembro)


As temperaturas vão baixar de forma significativa a partir de dia 5 de Novembro. Os episódios de queda de neve poderão ser frequentes nos próximos dias nas Minas dos Carris.

sábado, 3 de novembro de 2018

Amor e morte


O ódio, destilado do amor, é como alcatrão quente a correr nas veias...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXXVI) - Reflexos no Prado


O Prado, Serra do Gerês, é uma pequena zona de pastagem característica pelas suas árvores mortas.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Recolha de bolotas no Parque de Campismo de Cerdeira


Contribuindo para a campanha iniciada pelo Parque de Campismo de Cerdeira para a recolha de bolotas.

Mais informações aqui.



Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Amanita muscaria na Portela de Leonte


Não são fáceis de encontrar, mas os Amanita muscaria já chegaram à Portela de Leonte, Serra do Gerês.






Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (2 a 10 de Novembro)


O segundo episódio de quede de neve nas Minas dos Carris nesta temporada deverá ocorrer a partir do dia 4 de Novembro.

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXXV) - Ponte e moinho da Assureira


Castro Laboreiro, Serra da Peneda, surpreende-nos com as suas paisagens bucólicas que se tornam em cenários de fantasia nos dias de Outono. Um belo exemplo é a Ponte e o moinho da Assureira.

No panorama das pontes históricas nacionais, Castro Laboreiro possui um dos mais homogéneos e interessantes núcleos, cuja relevância no âmbito nacional é ainda reforçada pelo facto de quase todas elas provarem como a Idade Média reutilizou (e, em tantos casos, reformulou) antigas estruturas de passagem de época romana, fazendo com que algumas apresentem um aspecto misto, fruto de duas fases distintas de utilização, como provou Aníbal Rodrigues precisamente para este conjunto do Alto Minho interior (RODRIGUES, 1985).

Na origem, Assureira é uma das muitas inverneiras da região, locais relativamente abrigados e a mais baixa altitude ("em torno dos 700-800 metros"), onde as populações passavam os Invernos, de acordo com a habitação sazonal que caracterizava esta zona (LIMA, 1996, p.11). Desde muito cedo, um rudimentar habitat foi concentrado neste local, ponto privilegiado ainda pela proximidade do rio de Castro Laboreiro e pelas naturais condições de passagem.

Na época romana, foi aqui que se edificou uma das várias pontes da região, cuja estrutura sobreviveu, em parte, até aos dias de hoje. A análise efectuada por Aníbal Rodrigues é clara quanto à sobrevivência de alguns elementos deste período, designadamente na sua metade nascente, como as lages de grandes e regulares dimensões e a feitura do arco, de volta perfeita, com aduelas "com o paramento exterior almofadado e de uma perfeição extraordinária" (RODRIGUES, 1985, pp.19-20).

Cerca de mil anos depois, nos primeiros séculos da nacionalidade, a ponte foi objecto de uma ampla reforma, que se pautou pelo alargamento do tabuleiro, muito possivelmente com a intenção de dar "passagem a toda a espécie de carros de tracção animal" (RODRIGUES, 1985, p.20). É desta forma que compreendemos a grande diferença de aparelho e de sistema construtivo entre as metades nascente e ponte da estrutura. Esta última, compõe-se de um lajeado de pedras miúdas e dispostas um tanto anarquicamente, sendo as aduelas irregulares, sintomas de uma profunda alteração, que pretendeu alargar o tabuleiro para o dobro da sua extensão (3,30m na actualidade) (RIBEIRO, 1998, p.170).

Esta radical transformação prova, acima de tudo, a manutenção da ponte como elemento fundamental para as populações, ao longo de séculos, servindo um núcleo de povoamento que constantemente a atravessou nas suas actividades ganadeiras e nas movimentações sazonais entre inverneiras e brandas.

Prova disto mesmo são os restantes elementos edificados que se relacionam com a ponte. Bem perto, para nascente, aproveitando o caudaloso leito desta secção do rio, construiu-se um moinho, em época incerta, mas que se poderá situar na Idade Moderna. Mais antigo é um lintel de janela, de arco contracurvado escavado, decorado "com uma vieira e duas estrelas", integrado na capela de São Brás (LIMA, 1996, p.19). Este pequeno templo é, hoje, uma construção incaracterística, com abundante material reutilizado e uma parte superior que é, claramente, um acrescento recente, em cimento, que corrompeu toda a estrutura e originalidade anteriores. No entanto, a integração desta padieira de época manuelina prova como, desde essa altura, aqui existiu um edifício de cunho mais cuidado, provavelmente de carácter religioso, que a actual capela veio substituir.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXXIV) - Ponte da Dorna


Localizada na Serra da Peneda, a Ponte da Dorna é uma pequena ponte romana que pode ser visitada a poucos quilómetros de Castro Laboreiro.

A ponte da Dorna é um dos mais claros exemplos de como algumas destas estruturas de passagem são estilisticamente incaracterísticas, a ponto de não se poder afirmar peremptoriamente qual a sua época de construção. Em muitos casos, o utilitarismo da estrutura e a modéstia de meios levou a que os construtores executassem projectos pouco mais que sumários, resumindo-se a edificação a um arco pouco pronunciado e a um tabuleiro superior, não existindo talhamares, guardas laterais ou outros elementos que pudessem ajudar a uma mais objectiva classificação cronológico-estilística.

É desta forma que alguns dos autores que mais se debruçaram sobre as pontes antigas do Alto Minho publicaram opiniões diametralmente opostas em relação à datação a atribuir à obra: romana com uma fase medieval (RODRIGUES, 1985, p.18) ou apenas romana (RIBEIRO, 1998, p.171).

À semelhança do que aconteceu com muitas outras pontes históricas da região de Castro Laboreiro (Assureira, Cava da Velha ou Varziela), também esta terá sido inicialmente construída na época romana, sucedendo-lhe uma intervenção de consolidação estrutural na Baixa Idade Média. A esta conclusão nos levam alguns indícios, ainda que não possam ser tomados como definitivos, pelo menos sem que exista um mais rigoroso estudo do local, das fundações e do aparelho da ponte.

No período romano, a zona era atravessada por uma estrada que ligava a Portela do Homem à "Terra-Chã, Mareco e Castro Laboreiro" (RODRIGUES, 1985, p.19), via que cruzaria a Ribeira da Dorna neste ponto. A hipótese de, na origem, a ponte ter sido romana é ainda reforçada pelo acesso através de duas curvas, enquadramento típico do período de domínio romano.

No entanto, algumas características construtivas parecem ser medievais, como o tabuleiro em cavalete de dupla rampa pouco acentuada, as aduelas relativamente pouco cuidadas do arco (largas, mas desprovidas de almofadado), o aparelho irregular do enchimento e o lajeado com algumas lacunas (apesar de formado por pedras de apreciáveis dimensões). Também a largura do tabuleiro se relaciona melhor com o que conhecemos da pontística medieval, com cerca 2,80m, suficiente para a passagem de carros de tracção animal.

Com pouco mais de 3,50m de comprimento e uma altura de 2,50m, a ponte da Dorna necessita de um estudo aprofundado, prévio a qualquer intervenção de consolidação e de valorização. O local relativamente afastado em que se encontra, e o esquecimento a que tem vindo a ser votada, levaram à sua acentuada degradação e à profusão de espécies arbóreas nas suas imediações e junto às fundações, que constantemente ameaçam a estabilidade do arco. Superiormente, o lajeado tem sido constantemente afectado pela erosão, e as guardas laterais (se as teve) já ruíram. É, em todo o caso, um dos mais interessantes casos conservados, precisamente pelo seu carácter utilitário ao longo de séculos, em detrimento de eventuais rasgos de monumentalidade.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (1 a 10 de Novembro)


A próxima semana poderá ser de neve nas Minas dos Carris com a previsão a apontar tempo frio com mínimas de 0ºC.