terça-feira, 9 de outubro de 2018

Trilhos seculares - De Leonte a Fafião pelas belezas do Borrageiro e Rocalva


Uma caminhada realizada em Agosto e que nos levou entre Lindoso e Fafião através de quatro etapas que ligaram Lindoso a Germil, Germil a S. João do Campo, S. João do Campo às Caldas do Gerês, e de Leonte a Fafião.

Iniciando a jornada na Portela de Leonte subimos a encosta até ao Vidoal passando pela Chã do Carvalho. Do Vidoal seguimos o usual carreiro até à Preza bordando o Outeiro Moço a Norte. Após contemplar a magnífica paisagem matinal do Vale de Cambalhão e Teixeira, seguimos em direcção à Chã da Fonte e daqui para o Arco do Borrageiro. Com o calor a começar a apertar, seguimos pelo Curral de Roca Negra para o Curral de Rocalva e descemos para Entre-Águas antes de chegarmos ao Estreito.

O corpo já pedia o descanso da água fresca do Poço Azul e assim continuamos pelo Curral de Entre-Águas até ao pequeno oásis. A parte final da jornada foi feita através dos longos estradões florestais até Fafião.

Ficam algumas fotografias desse dia.


















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

"Trilho do Medronheiro"


Organizado pela Associação Vezeira de Fafião, terá lugar no dia 27 de Outubro mais uma edição do Trilho do Medronheiro.

Esta edição do tradicional Trilho do Medronheiro que já se realiza há 8 anos, é um convívio entre o Povo de Fafião, Aldeia Comunitária inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês, amigos da Associação Vezeira e pessoas que pretendam conhecer uma extensão territorial natural de Fafião.

Esta viagem começa no Eco Museu de Barroso, Pólo de Fafião, e percorre algumas zonas da aldeia de enorme relevo histórico-cultural, tradicional como são exemplo a Eira da Galega, onde o povo mais humilde malhava os cereais, pelo Fojo do Lobo, armadilha do final do século XV para apanhar o lobo Ibérico, considerado o mais bem preservado da Península Ibérica. A viagem natural começa aqui, percorre um bosque trilhado encantado onde podemos apreciar as várias árvores e fauna autóctone e onde os Medronheiros se transformam por esta altura nos reís e senhores do território. Há ainda uma visão diferente sobre a Fecha de Barjas, frontal, de tirar a respiração e uma passagem onde o Rio Fafião converge no Cávado, as Dornas, para os amantes da Natureza a passagem pelos Montes de Baixo e Pau de Fio onde o Lobo fazia sua habitação Sazonal quando as eras nos transportavam para uma Vezeira de mais de mil e seiscentas cabras.

O término desta epopeia termina com um almoço tradicional onde as diversas iguarias do Baixo Barroso gastronómico são apresentadas à boa maneira da Vezeira. 

São 9,5km de boa disposição com o bom povo Fafioto.

Inscrições aqui.

domingo, 7 de outubro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXIV) - Represa dos Carris em dias de Verão


Em tempos serviu os trabalhos mineiros nas Minas dos Carris, Serra do Gerês, hoje é um verdadeiro oásis nos dias quentes do Verão Geresiano.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 6 de outubro de 2018

"Minas dos Carris em Dezembro"


Uma actividade organizada em conjunto pela Associação Pé d'Rios e o blogue Carris.

Programa:

Dia 1
19:00 – Recepção no Abrigo Pé d'Rio, Germil. Pernoita no abrigo.

Dia 2
07:00 – Saída de Germil em direção à Portela do Homem.
08:00 - Caminhada de 21 km dificuldade Média / Alta desde a Portela do Homem às Minas dos Carris (regresso pelo mesmo percurso)
20:00 - Pernoita abrigo Pé d'Rios.

Dia 3
09:00 – Início da caminhada no Trilho de Germil dificuldade baixa

Inclui por participante: Guia, seguro, pequenos-almoços e pernoita no abrigo Pé D'Rios

Não inclui: Material de montanha

O que terás que levar
Botas de montanha
Mochila até 30 litros (caminhadas e almoços volantes)
Bastão de marcha
Casaco impermeável e forro polar, luvas, gorro e óculos de sol
Cantil e termos
Roupa e calçado de muda

Características do passeio
Visitação com pequenas paragens e caminhadas interpretativas às Minas dos Carris pelo Vale do Homem e Trilho de Germil.

Valor por participante 50€

As receitas revertem para aluguer da viatura, seguros, combustível, pernoitas, pequenos-almoços e guia.

Poderás enviar a tua inscrição até ao dia 2 de Dezembro através de e-mail pederiosgeral@gmail.com mencionando o primeiro e ultimo nome, numero de B.I e data de nascimento para efeitos de seguro.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Uma mina, três caminhadas


Três caminhadas na Serra do Gerês com o mesmo destino, as Minas dos Carris a realizar entre 23 e 25 de Novembro de 2018.

As inscrições limitadas a 9 pessoas por caminhada.

Dia 23 - Início da caminhada pela Corga da Abelheirinha, seguindo por Biduiça, Lamas de Compadre, Currais das Negras e Minas dos Carris. Regresso pelo Castanheiro.

Dia 24 - Caminhada de ida e volta às Minas dos Carris pelo Vale do Homem.

Dia 25 - Caminhada de ida e volta às Minas dos Carris pelas Minas das Sombras e Portela da Amoreira.

Pernoitas e jantar de Sexta-feira e Sábado nas Caldas do Gerês.

As inscrições podem ser feitas nas três caminhadas ou nas caminhadas à escolha.

Mais informações e inscrições aqui. Inscrições obrigatoriamente via facebook. Inscrições definitivas até 16 de Novembro.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"O parque natural do Xurés e a Ribeira Sacra son pasto dos incendios"


Não é só lado Português que é afectado pelos fogos florestais...


Fotografia: Emerxencias Ourense @EmerxenciasOu

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Um outro olhar (XCIV)


O Francisco Silva visitou as Minas dos Carris a 30 de Setembro de 2018 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.

Um agradecimento ao Francisco pelo envio das fotos!





















Fotografias © Francisco Silva (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Incêndios no PNPG


Nos últimos dias o Parque Nacional da Peneda-Gerês tem sido atingido por uma série de fogos florestais.

No dia 29 de Setembro ocorreu mais um incêndio nas imediações de Fafião e no dia 1 de Outubro foram registados incêndios em Lapela e perto das Minas dos Carris.





Fotografias © Helena Peres (Todos os direitos reservados)

Lobos na bruma



As cavernas escuras do teu ser

Vivo...
...nas cavernas escuras do teu ser
Como uma sombra quase disforme que resulta da refracção do amor
Sou...
...uma memória quântica de um passado distante que se esvai, moribundo de pensamentos
Resisto como um espectro, um fogo fátuo na escuridão do teu olhar que perscruta o vazio por entre as estrelas 
A saudade dos nossos dias agita-se ao vento arrastada como a espuma das marés 
Uma onda que se esvai na infinitude de um areal perdendo força numa cornucópia sem fim
Sou...
...um ser fractal que se repete na interminável rotação de um vinil
Uma capa negra que esvoaça no vazio da minha existência. A memória de um filme a preto e branco...
Deixo de existir na torrente dos dias para te trazer a serenidade das noites quentes de Verão 
Sou...
...uma noite de Inverno
Uma longa escuridão inexistindo no espaço que ocupo
Apenas um singelo cristal de gelo que se formou no esquecimento dos dias de um calendário numa velha parede
Um cometa fugaz que mergulha no espaço profundo dos teus sentimentos para nunca mais voltar.
Uma rosa e a saudade da tua pele que se esvai na singularidade do momento
Procuro nas nuvens que correm no firmamento o vislumbre do teu rosto e o teu sorriso que um dia iluminou os meus dias 
O teu olhar, Medusa, transformou o meu coração em mármore frio...
Somos...
...sombras fugazes que se projectam nas cavernas escuras do teu ser.

A última luz

Escolhi o sítio para os meus últimos dias... 
Será ali, vês?
No alto daquelas serras imensas e altaneiras onde só eu vou chegar
De cristas escarpadas e longos vales
Onde os horizontes são largos e infinitos
E o céu se enche de estrelas e véus de negritude
Por entre o silêncio e as sombras
Por entre o granito e as árvores de ramos retorcidos
Talvez à luz cinéria de uma tímida Lua d'Inverno
Entre as memórias e os rasgos de saudade
Caminhando nas florestas de silêncio 
Sentindo os últimos raios de Sol do meu último dia
Olhando a tremeluzente luz das estrelas que vão preenchendo o meu último vislumbre
Fico deitado nos dias do fim onde vou sentindo o frio a chegar, empurrando as nuvens que pejam o céu 
Tomando conta do meu corpo e envolvendo o meu ser
Entorpecendo os movimentos e turvando o olhar
Lentamente e inexoravelmente, ela vai chegando
A Morte vem vestida de negro com um véu esvoaçante na brisa tépida da noite
Com as suas mãos frias toma o meu corpo e eleva-me às profundezas da Terra 
Na negritude dos dias
E assim, vou chegando ao fim
...
Os sons que se tornam murmúrios cada vez mais ténues 
E uma voz que vai chamando por mim
Por entre os ecos infinitamente repetidos nas galerias escuras 
As lágrimas traçam o meu rosto que escondo por detrás das mãos já frias
A última luz no fechar do olhar 
Despeço-me de ti...
...e transformo a saudade na esperança do teu último beijo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)