domingo, 24 de junho de 2018
Exposição de postais antigos do Gerês prolongada até finais de Agosto
A exposição de postais antigos do Gerês intitulada "Memórias do Gerez", que iría terminar a 28 de Junho, estará patente no EcoMuseu de Barroso, Polo de Fafião 'Vezeira e a Serra' até finais de Agosto.
Inauguração do "Trilho do Pão e do Azeite"
No próximo dia 30 de Junho, e inserida no festival Art Nature Fest, será realizada a inauguração oficial do Trilho do Pão e do Azeite, novo (PR).
Este percurso está dividido em duas partes, sendo que a primeira, composta por 6km com grau de dificuldade média será a opção de inauguração.
A Associação Vezeira de Fafião convida-o a fazer parte deste momento único, que mistura várias sensações.
A Natureza e a componente cultural e tradicional de Fafião estarão sempre presentes. No final do trilho ainda será oferecida uma Sessão de Relaxamento com Vibrações Sonoras e Aromaterapia onde podem mergulhar numa viagem de aromas e sons terapêuticos. Uma regeneração do corpo, e mente. Estará sobe a responsabilidade de Nancy Etnomedicina.
O evento terá ainda a participação de Paula Rodrigues - Folha por Cair, contadora de histórias e poesia, para nos embalar em cenários de pastorícia de influência galaico portuguesa.
Vais faltar?
Inscrições limitadas aqui!
"Fafião, Aldeia de Lobos em sinergia comunitária e artística"
Num ambiente festivo pretendem-se a promoção do desenvolvimento comunitário e criação artística de uma forma sustentável em comunhão com a natureza.
Para ler aqui.
sábado, 23 de junho de 2018
Astronomia em Pitões das Júnias
A transmontana aldeia de Pitões das Júnias vai albergar um evento de Astronomia na noite do dia 12 de Agosto de 2018.
Tendo a participação da Associação ORION, Braga, e de Miguel Gonçalves, apresentador do espaço 'A Última Fronteira' nas manhãs de Domingo na RTP-1.
Mais informações brevemente!
Um outro olhar (LXXXIX)
O Francisco Silva visitou as Minas dos Carris a 16 de Junho de 2018 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.
Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.
Festa da Fraga 2018
Comemoração das festas de S. João em Pitões das Júnias.
Dia 30 de Junho, Sábado
22h00 - Arraial com o grupo musical "Banda Oceanos"
00h00 - Sessão de fogo de artifício
00h30 - Continuação da atuação da "Banda Oceanos"
02h30 - Esconjuro da Queimada
Dia 1 de Julho, Domingo
08h30 - Saída para a capela de São João da Fraga
11h00 - Eucaristia em honra de São João Evangelista
12h30 - Descida para o Porto da laje
13h00 - Almoço/Convívio no carvalhal
13h30 às 17h00 - Animação ao cargo da "Charanga Nova" e do grupo de concertinas "Sons do Rio"
17h30 - Regresso à aldeia
22h00 - Actuação do grupo musical "André Marinho"
Fotografia: página do evento do facebook
Os espaços vazios do meu ser
Os céus rasgam-se recortados de um branco eléctrico com o clamor dos deuses a ecoar pelas serranias
Das alturas esmagam-se as lágrimas da tua ausência, inundando os espaços vazios do meu ser
Estou deitado num leito negro e o quarto é inundado pela tépida luz de um candeeiro a petróleo
Apesar da chuva, está um calor que humedece a pele e entorpe a alma
Os relâmpagos vão projectando momentâneas sombras pelas paredes e entre os armários... os objectos imóveis parecem ganhar vida numa fracção de segundo...
É uma chuva de Verão e o céu ralha a ignomínia
Contemplo tudo isto sobre a mortalha da solidão, escrevendo estas frases soltas.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLVI) - Vale do Alto Homem e Modorno
O Cabeço do Modorno surge imponente no fundo do Vale do Alto Homem, Serra do Gerês. Na imagem, o Rio Homem acaba de passar pela Água da Pala.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
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quinta-feira, 21 de junho de 2018
Minas dos Carris - O porquê de um topónimo?
Fernando Silva Cosme, no seu livro "Pela Serra do Jurês e ao Longo da Jeira - História da Toponímia" diz-nos que "Quanto a Carril e Carris, Cândido de Figueiredo cita-os como provincianismo beirão e transmontano significando 'caminho estreito, carreiro'. Devem ter tido este sentido o Carril de Corujeira de Riucaldo e os Carris de Paredes de Covelães, que são num sítio onde agora passa a estrada mas antes havia aí muitos carreiros. No Jurês Carril também indica um rego e Carris, no plural, passou a designar uma mina de volfrâmio em virtude de ser comum nelas explorarem o minério lavando o terreno através da abertura de carris 'regos para neles meter água e pôr à vista o volfrâmio". Na plataforma mais alta da Serra do Jurês encontram-se, com este sentido, os simplesmente Carris e Carris de Maceira, conhecidos desde há muitos séculos e explorados durante a última Grande Guerra."
A explicação do autor de "Pela Serra do do Jurês e ao Longo da Jeira" é muito confusa e na verdade não explica o porquê do topónimo naquele local, parecendo até que a designação surge devido aos carreiros (carris) abertos para a descoberta de volfrâmio. Não concordo com tal explicação! Isto não explica de todo a origem dos topónimos 'Carris de Maceira' e 'Carris de Fontaíscas' (ou 'Carris de Fontriscas').
Em "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês", refiro que "Uma das teorias acerca da origem do nome ‘Carris’ surge devido à possível existência de dois afloramentos paralelos que fariam lembrar os trilhos (carris) de um caminho-de-ferro. Porém, serei mais da opinião de que o topónimo 'Carris' surge do grande número de trilhos de montanha (carril) que se juntariam não muito longe do pico serrano que hoje ostenta esse orónimo. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia Ciências de Lisboa e editado pelas Edições Verbo em 2001, define um «carril» como um caminho estreito, carreiro ou atalho. A zona é salpicada por um grande número de fornos e abrigos de montanha que numa pequena área atinge mais de 50 construções. Não é possível explicar este número somente pela existência das minas (sendo obviamente muitos deles anteriores a estas) e provavelmente as construções terão sido utilizadas não só pelos primeiros mineiros, mas também pelos carvoeiros, pastores, contrabandistas e possíveis peregrinos em deslocação para o São Bento da Porta Aberta ou para São Tiago de Compostela, vindo das terras do Barroso ou das mais longínquas aldeias de Trás-os-Montes. Já na sua obra “Caldas do Gerez – Guia Thermal” de 1891, o Dr. Ricardo Jorge (imagem em cima) apresenta um mapa do denominado Gerês Florestal onde está assinalado o marco geodésico dos Carris."
As explorações de volfrâmio naquela área remontam ao início dos anos 40 do século XX e como tal não poderia ter sido a actividade mineira a atribuir o nome àquele alto geresiano.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Prenúncio
Estou pronto
Para os meus últimos dias
Enquanto o Sol se deita mais tarde
O prenúncio do crepúsculo do meu ser
A despedida vai-se fazendo dentro de mim, em silêncio através do teu olhar
Embarco na barcaça navegando o Estige e nem mesmo Caronte aceita as minhas moedas
Anseio pelo Hades para descansar a minha alma e esquecer os dias passados na penumbra de um ocaso
Um vazio infinito envolve o meu ser e deixo de sentir
Está agora vazio o muro de granito onde nos sentamos pela noite fria, e vazio permanece para a eternidade.
E a eternidade é tão pequena para te esquecer
Desejei a gloriosa vitória e fechei os olhos ao Paraíso para navegar em escuros oceanos de lágrimas
Sou envolvido pelo feitiço da Lua e danço ao som do uivo dos Lobos em volta das fogueiras do Inferno...
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
terça-feira, 19 de junho de 2018
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Prados Caveiros v. Prados Coveiros
Recentemente no grupo do facebook "A minha palavra em Galego 2.0" o membro Domingos Amigo fez a seguinte publicação:
""Cabeiro", o que está ao final e "cimeiro", o que está na parte mais alta. Estas expressões são de uso comum nos Ancares; a minha pergunta é: usam se no resto da Galiza,de Portugal,Brasil,Angola...?"
De imediato me surgiu uma possível explicação para a designação Prados Coveiros versus Prados Caveiros na Serra do Gerês. Na mesma publicação comentei o seguinte:
"E assim se explica uma toponímia na Serra do Gerês. Aqui, existem uns prados denominados 'Prados Caveiros' que eu sempre pensei ser uma deturpação de 'Prados Coveiros'. Estando numa zona extrema de uma das vezeiras, isto é, no final, faz assim todo o sentido chamarem-se 'Prados Caveiros'"
De facto, sempre achei estranho o topónimo 'Prado Caveiros' que nos leva ao termo 'caveira', o que de certa forma nada indicava ao relação ao local que se encontra numa 'cova' em relação à orografia envolvente.
Assim, e desta forma, sinto-me mais inclinado à designação de 'Prados Caveiros', isto é um prado final (da vezeira de Vilarinho da Furna) e cimeiro, pois encontra-se no topo do Peito de Escada, acesso desta vezeira àquele local.
Qual é a vossa opinião?
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLV) - Iris boissieri 2018
O Lírio-do-Gerês, um endemismo do nosso parque nacional, já está pronto para o vosso deleite numa paisagem Geresiana perto de vocês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
sábado, 16 de junho de 2018
Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLIV) - Mariola
As mariolas, guias fiéis na montanha Geresiana.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
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