terça-feira, 5 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Paisagens da Peneda-Gerês (CCV) - Fonte Fria
A Fonte Fria, Serra do Gerês, numa manhã de Outono.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
"Sombras na noite" no Jornal de Notícias
Na sua edição de 4 de Setembro de 2017, o Jornal de Notícias faz uma referência ao livro "Sombras na noite".
domingo, 3 de setembro de 2017
Como encomendar o livro "Sombras na noite"?
O livro "Sombras na noite", a primeira aventura poética do autor de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês", será apresentado no dia 23 de Setembro de 2017 numa sessão a decorrer no Pólo de Fafião do EcoMuseu de Barroso.
Este é um livro de fotografia e textos de prosa poética inspirado nas serranias Geresianas, na saudade e no Amor.
Esta é a minha primeira incursão na prosa poética onde abundam os sentimentos gerados pelas paisagens de montanha, em em especial pelas paisagens da Serra do Gerês, e pela personalidade saudosista, além da irreverência do Amor.
O livro estará disponível para venda através do sítio da editora Artelogy após a sua publicação, mas pode ser desde já encomendado para ser entregue na sessão de apresentação.
O livro terá um preço de €18,00 e quem desejar encomendar o livro deverá enviar uma mensagem via correio electrónico para o autor através do endereço rmcsbarbosa@gmail.com. Na resposta serão enviadas as instruções para efectuar o respectivo pagamento.
A encomenda deverá ser feita até ao dia 15 de Setembro para garantir que seja entregue na apresentação a decorrer a 23 de Setembro.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A encomenda deverá ser feita até ao dia 15 de Setembro para garantir que seja entregue na apresentação a decorrer a 23 de Setembro.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Histórias do povo de Cabril, a aldeia de Pincães, a sua fecha e o impacto do turismo
As primeiras aldeias eram criadas próximas dos rios ou pontos de água, de modo a usufruir da terra fértil e água para seres humanos e animais. Por isso o Rio de Pincães, tem uma enorme importância para a aldeia, assim como a sua fecha, que nos dias de hoje é mais conhecida pela cascata de Pincães, e acho que tivemos sorte... Poderia ser por cachoeira como dizem nas novelas Brasileiras, ou então ainda pior...Como aqueles turistas que pararam o carro e perguntaram:
-Olhe,por favor, sabem-me dizer como se chega a cascata Dulce Pontes?
- Não...Isso não é por aqui.
-Más é, é em Cabril.
- Olhe que não, isso não existe por aqui.
-Existe sim, eu vi na Internet.
-Ahh... Pois.
Depois de se ver a fotografia, lá se deu conta que afinal era Cela Cavalos. Mas já dizia o infame Ministro da propaganda Nazi, Joseph Goebbles: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade."
E é assim que começamos a "ganhar" uma nova toponímia nas nossas aldeias, até já temos um Tayti, umas cascatas Dulce Pontes, as Sete Lagoas, vários novos poços, outras tantas montanhas, etc... Até Sistelo, já é o pequeno Tibete Português... Eu ando "mortinho" por saber onde vai aparecer a Austrália Portuguesa!!!
O importante é que para os locais e residentes, a Fecha será sempre a Fecha,pois foi com a sua queda de água e a poça por debaixo do seu rochedo que as pessoas da aldeia de Pincães, se conseguiram fixar e produzir alimentos em abundância e tratar bem dos seus animais devido a boa pastagem e água abundante que a poça logo abaixo da fecha consegue reter, se bem que alguns turistas e veraneantes, não acreditam que é uma poça,nem na sua real utilidade, só assim se explica, o porquê? De esses mesmos turistas andarem a tapar a poça para poderem ter água para se banhar, prejudicando os residentes e causando-lhe enormes transtornos e prejuízos, e fazendo-os perder a água e as suas preciosas horas de rega, principalmente em tempos de seca.
O que Fazer?? É o que temos!!!...
No manuscrito de 1744 o Padre Diogo Martins Pereira,fala da água comunitária e na forma de aviar e na mudança de dono segundo duas regras, além de descrever com exactidão todos os usos e costumes.
"...A melhor e mais abundante e útil água que possui, é a do rio da Fecha,que vem descendo do Gerês até à dita Fecha, e logo abaixo da rocha aterraram por um grande Rego por espaço de um quarto de légua, até todo o lugar e regam as duas veigas, a do lugar e a grande que tem repartidas por paredes para duas folhas, hoje regam com abundância as duas veigas com tal água que ainda há poucos anos não regavam a grande, mas só a do lugar da parte das casas, e a causa disto, foi um ir levantando desde a Pala Doce o Rego e o meteram por cima de todo o lugar e a meteram na Veiga grande que hoje regam e colhem abundância de frutos."
Os antigos tiraram esta água muito para cima da rocha, ainda hoje chamam Jerela, mas por aquela parte era pouco útil ao lugar de Pincães, assim por ser de lá pouca (...)..."
A sobrevivência do lugar de Pincães deve-se em grande parte a sua água, pois a água é vida... Por isso tem de se respeitar as águas e a forma de vida das populações locais, usufrua da natureza, mas nada deixe, nem nada leve e a cima de tudo não tente modificar uma forma de vida e de estar.
Aqui fica uma descrição da fecha feita em 1744.
"(...)Faz este rio de Pincães nesta fecha uma notável caduca pela queda que faz rio dentro de um feio poço pela altura com que cai do alto a baixo,e é esta fecha tão alta e cortada que vista ao pé, põe pavor e é feita de meio círculo bem cortado pela natureza, e lá no meio da rocha criam às vezes as aves reais seus filhos e pelo meio da rocha cai o rio ainda nas grandes enchentes sem encorar nem transbordar aos lados da rocha, que a serventia do rio tem capacidade para tudo(...)"
Texto e fotografias © Ulisses Pereira (Todos os direitos reservados)
"Emigrante de Vila Verde ferida no Parque Nacional da Peneda-Gerês"
Notícia d'O Amarense, "Emigrante de Vila Verde ferida no Parque Nacional da Peneda-Gerês".
Uma emigrante de Vila Verde sofreu, este sábado, uma queda na Mata de Albergaria, em Campo do Gerês, no concelho de Terras de Bouro. A vítima, de 52 anos, emigrante em França, feriu-se nos membros inferiores, tendo sido conduzida pela Cruz Vermelha do Gerês para o Hospital de Braga.
Fotografia: O Amarense
Si no sabe cuidar la montaña no es bienvenido
Um desabafo de alguém que visitou os Picos de Europa, as que bem se pode adaptar ao nosso Parque Nacional...
Este fin de semana he subido a la zona del macizo central de los Picos de Europa para tomar unas fotos por el paraje de "Las Mánforas". Ya a primera hora en la estación inferior del Teleférico de Fuente Dé se denotaba una gran afluencia de visitantes esperando para subir. Una vez en la estación superior emprendí camino hacia mi destino comprobando en este trayecto de unas dos horas una gran cantidad de basura: envoltorios, pañuelos de papel, latas e incluso llegué a tropezarme con alguna botella de cristal. Todo esto me lleva a hacer la siguiente reflexión:
Vamos a dar por hecho que por lo general, cuando se trata de personas que salen poco al monte o realizan actividades que necesitan poca especialización, suelen dejar más huella tras su paso y ser más irrespetuosos con la naturaleza y desconsiderados con el resto de senderistas y visitantes que intentamos disfrutar de la naturaleza. Es decir, los grupos de senderistas ocasionales son los que están menos acostumbrados a salir y los que conocen menos las consecuencias de dejar basura en la montaña. Y no me refiero solamente a dejar latas, plásticos o aluminios de bocadillos, basura que por lo general todos tenemos asumido que no hay que tirar en cualquier parte, por lo que quiero suponer que tampoco lo tirarán en el suelo o a la puerta de su casa, me refiero también a esa basura que consideramos biodegradable y que por algún motivo estos desconsiderados individuos piensan que puede dejarse abandonada.
Fotografia: Facebook (Liébana, Un Lugar Por Descubrir)
Fotografia: Facebook (Liébana, Un Lugar Por Descubrir)
sábado, 2 de setembro de 2017
Minas dos Carris - um pedaço de história
Sete anos depois do pedido de reconhecimento da mina do Salto do Lobo como uma mina de molibdénio (O pedido de reconhecimento foi feito a 22 de Maio de 1944), a 13 de Setembro de 1951 este reconhecimento tem finalmente lugar por despacho exarado por parte do Engenheiro Chefe da Circunscrição Mineira do Norte. A 22 de Novembro de 1951 a Sociedade das Minas do Gerez é questionada se pretende continuar com o processo de reconhecimento da concessão como uma exploração de molibdénio. A resposta afirmativa por parte da sociedade só é dado a 12 de Março de 1952, sendo esta exploração autorizada pelo Governo a 11 de Agosto. Porém, o despacho ministerial só é emitido a 5 de Setembro de 1952, com o texto a ser lavrado a 27 de Setembro e finalmente publicado em Diário de Governo a 6 de Outubro de 1952 (Diário do Governo n.º 236 IIIª Série, de 6 de Outubro de 1952, página 2025). A 15 de Setembro é solicitado o envio do alvará n.º 4713 e a quantia de 175$00 (100$00 para despesas de publicação do Diário do Governo e 75$00 para selos devidos pelo averbamento). O alvará e o respectivo pagamento são enviados pela Sociedade a 19 de Setembro. O alvará será devolvido devidamente averbado (O averbamento é escrito a 9 de Dezembro de 1952) a 10 de Novembro. Esta autorização também se refere à concessão da Lamalonga n.º 1 (cuja exploração havia sido solicitada pela Sociedade das Minas do Gerês a 25 de Julho de 1952).
Com a transição das concessões mineiras para a Sociedade das Minas do Gerez, todas estas concessões irão ser alvo de novas remarcações. Uma brigada da Circunscrição Mineira do Norte visita o complexo mineiro a 25 de Junho a caminho da concessão do Castanheiro onde irá fazer novo reconhecimento da mina para que esta seja convertida em concessão definitiva. O respectivo relatório de reconhecimento dá-nos uma ideia do estado da concessão mineira naquela altura num texto que quase roça a prosa poética: “Está-se em plenas alturas geresianas, a altitudes entre 1250 e 1400 metros da nossa serra mais rude e áspera. Granitos em caprichosos e gigantescos afloramentos sucedem-se numa avalanche de múltiplas e variadíssimas feições topográficas, com ascendência característica da serra para as profundas e íngremes ladeiras, encaixando tortuosos ribeirinhos, separados por altos picos. Por toda a parte uma vastidão de fantásticos blocos rochosos ora irregularmente distribuídos por altos e ladeiras, ora como que metodicamente sobrepostos simulando ciclópicos muros de insuperável protecção a baixios, por onde irrequietas e velozes águas se escapam a caminho de sossegadas regiões. Quando a erosão forçou à deposição de espessos depósitos nos baixios, constituem-se o que lá chamam ‘lamas’, troço de terreno relativamente rico apesar das péssimas condições climatéricas locais (extremamente frio, com neves mais ou menos duradouras). A este conjunto acrescente-se o imenso e profundo silêncio da inactividade, da quasi total esterilidade nestas alturas onde em extensas áreas não existe uma árvore nem se vê uma ave. Paira o nada, mas numa leveza e subtilidade tais, que não nos suscita impressão de pequenez ou insignificância, pelo contrário, a paisagem é tão bela no seu conjunto, esbatido em profundas extensões, que nos dá a impressão de estarmos num maravilhoso (embota tosco) pedestal, dominando, em soberbo miradouro, este cantinho de Portugal.”
Este relatório refere que a lavra da mina do Castanheiro foi reduzida e nitidamente irregular, sendo realizada a céu aberto e constituídos por cortes e pequenos poços. A parte aluvionar foi mais intensamente explorada, mas devido à desorganização dos trabalhos pensava-se na altura ainda existir bastante minério perdido em áreas tidas por exploradas e noutras dadas como sem valor. O relatório é finalizado, dando luz verde para uma concessão definitiva mantendo-se o plano de lavra para a concessão provisória que havia sido anteriormente aprovado. O alvará de concessão n.º 4993 foi publicado no Diário do Governo a 20 de Dezembro de 1952 .
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Outras apresentações do livro 'Sombras na noite'
O livro 'Sombras na noite' a primeira aventura poético-literária do autor de 'Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês', Rui C. Barbosa, terá a sua apresentação a 23 de Setembro no EcoMuseu de Barroso, Pólo de Fafião.
Porém, outras apresentações estão a ser agendadas nomeadamente para Braga, Pitões das Júnias e S. João do Campo, neste caso com um evento especial que será denominado como 'Caminhada Poética' tirando partido de uma actividade semelhante realizada com o escritor Luís Vendeirinho.
Estas apresentações estão previstas, respectivamente, para Outubro, Novembro e Dezembro.
Fiquem atentos às datas definitivas.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
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