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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Paisagens da Peneda-Gerês (DXXIV) - Minas dos Carris (Bairro)


O silêncio e a melancolia do Bairro nas Minas dos Carris, Serra do Gerês.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 1 de fevereiro de 2020

As crianças e as Minas dos Carris


As Minas dos Carris eram um local onde a vida se ia fazendo de pequenas histórias. Sendo um ambiente rude e duro para os homens, também o era para as crianças. Porém, para umas a vida era um pouco diferente.

Exemplo disto é a descrição que Carlos Sousa e Manuel Antunes Machado fazem dos dias nas Minas dos Carris e que podem ser lidas no livro 'Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês':

"O complexo mineiro era uma pequena aldeia encravada nas montanhas geresianas e a vida corria de forma normal. Carlos Sousa, filho de José Ridrigues de Sousa, deu-nos uma visão da sua vida de criança nos Carris, "de 1951 a 1957 foi um conto de fadas como seria para qualquer miúdo citadino daquela idade. Tinha o meu cavalo, botas alentejanas, esporas, uma espingarda e uma pistola de pressão de ar. Ia para a cantina conversar em vernáculo do mais pesado com os mineiros, tinha as encostas para trotar e sonhar com os cowboys, era tratado como um príncipe, em vernáculo que era mais interessante para mim mas como um príncipe, comia como um «lord» e ainda o mais extraordinánio, podia guiar o jeep no campo de futebol depois dos jogos... há mais alguma coisa que um miúdo possa crer? O mau pai deixava-me levar a vida perfeitamente à vontade tirando a mania desagradável e incomoda de me mandar tomar banho antes do jantar. Mas paciência, também não se pode ter tudo! Uma coisa muito curiosa é que não me lembro de um único garoto da minha idade na mina. Será que não havia?"

De facto havia outras crianças na mina, mas para elas a vida era diferente. Naqueles dias as férias escolares começavam em finais de Maio ou Junho e prolongavam-se até Outubro. Sobrevivendo de economias parcas, todas as mãos era úteis para os trabalhos e as crianças também o faziam. Na altura com 10 anos de idade, Manuel Antunes Gonçalves recorda, "naqueles dias havia várias crianças que faziam o mesmo trabalho que os adultos ou então, mais tarde e ao serviço dos Florestais, participavam em plantações que se faziam na Água da Pala. Eram duros aqueles dias! Uma camioneta recolhia os trabalhadores de muitas aldeias desde Valdosende e a subida do Vale do Homem na carrinha por aquela estrada, onde tínhamos sempre medo de cair para o rio, era tão cansativa como um dia de trabalho!"


Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Histórias de Inverno nas Minas dos Carris


Que fazer em (mais um) dia de chuva quando se está aborrecido em casa? Ir buscar velhas histórias e publicações já feitas aqui no blogue!!

Esta publicação foi feita a 21 de Janeiro de 2015 e conta-nos uma pequena história dos dias de frio passados nas Minas dos Carris.

No livro 'Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês', são relatados alguns episódios interessantes que ocorreram em Fevereiro e Março de 1944, e em finais de Fevereiro de 1955. No entanto, este pequeno relato dá-nos uma ideia do rigor dos Invernos de outrora. 

As condições nas Minas dos Carris são sublinhadas pelas palavras do Eng. Virgílio de Brito Murta, quando refere, "(...) lembro-me do frio na Mina dos Carris, embora pela roupa que usávamos (...) pareça que não era assim tanto. Aí pelas sete e meia da manhã, nesta época do ano (Fevereiro), enquanto tomava o pequeno-almoço com o nosso meteorologista, tenente Silva Pereira, ele sempre me informava que a temperatura estava entre menos 6ºC e menos 8ºC, e que o termómetro de máxima e mínima existente no nosso observatório marcava, às vezes menos 17ºC, durante a noite, claro... Isto quando o vento e a neve lhe permitiam acesso ao local para verificar. Eu não sei se o tenente informava os Serviços Meteorológicos Oficiais e se haverá ainda dados arquivados."

A imagem em cima mostra o complexo mineiro no Inverno de 1944.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (DXVII) - Curral de Cabana Nova


Na terra de lobos e a caminho das Minas dos Carris, o Curral de Cabana Nova (ou Conde de S. Lourenço), é um belo exemplo do aproveitamento das chãs serranas para o abrigo dos gados.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Paisagens da Peneda-Gerês (DXIII) - Corga da Carvoeirinha


É a subida final antes da chegada às Minas dos Carris vindo do Vale do Alto Homem, a Corga da Carvoeirinha, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 26 de janeiro de 2020

284... Minas dos Carris pelo Vale do Alto Homem


Um dia frio de caminhada pelo Vale do Alto Homem até às Minas dos Carris. A meteorologia prometia neve, mas esta somente apareceu muito tímida com uma dúzia que pequenos flocos a cair do céu... talvez se tenha assustado com o drone que por lá em cima andava!

Ficam algumas fotografias do dia...





























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 19 de janeiro de 2020

283... Minas dos Carris em dia de lobo pela Abelheira


Jornada pela Serra do Gerês em dia de lobo onde o nevoeiro e a chuva adornou as paisagens invernais. Apesar das vistas dos grandes espaços terem ficado turvadas pelo constante ir e vir das nuvens, foi um dia em cheio que começou de manhã bem cedo na Corga da Abelheira.

O carreiro de pé posto levou-nos a Entre Caminhos onde a intempérie que entretanto se havia adensado só nos deixava ver parte do Ribeiro Dola e os contornos difusos do Compadre que se projectava numa tela cinza como um Adamastor agigantado pelos uivos do vento. Daqui, viramos à esquerda em busca do carreiro do Castanheiro e seguimos pela baixa cumeada em direcção aos Currais de Matança passando pelo Alto do Moreira. Depois de atravessar o encorpado Ribeiro das Negras, ladeamos a pequena eira de pedra solta e seguimos direcção ao Curral de Teixeira no extremo Norte da gigante Lamalonga antes de atacar a vertente em direcção à Lavaria Nova no cimo da Corga de Lamalonga.


A lavaria ia surgindo e tomando forma nas suas decrepitas ruínas à medida que o carreiro se ia encurtando por entre histórias de minas e respirares mais pesados. Ultrapassado o declive, uma rápida passagem pelas ruínas das Minas dos Carris que ficariam para trás envoltas num vento frio e furioso quando descemos a Corga da Carvoeirinha, seguindo a antiga estrada mineira até às Abrótegas passando ao lado do curral com o mesmo nome e do Curral de Cabana Nova (ou do Conde de S. Lourenço). Caminhando já em zona de protecção total, nas Abrótegas enveredamos em direcção às Lamas de Homem para passar pela nascente do Rio Homem e pelos currais que a guardam, descendo então pelo Quelhão (deixando a zona de protecção total para trás).

O carreiro levou-nos então à boca dos Cocões do Coucelinho e depois ao Couço (Couce), seguindo depois para Lagoa. Aqui, voltamos ao ponto de partida tomando o estradão da EDP, passando pela Laje dos Infernos, ao lado das lagoas da Corga de Sobroso e mais tarde por Chã de Susana em direcção à Corga da Abelheira.

Algumas (poucas) fotografias do dia...














Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)