Páginas

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCII) - Abrigo pastoril do Curral do Azevinheiro

 


Tirando partido de uma pala que sobressai numa formação granítica, o abrigo pastoril do Curral do Azevinheiro é um dos mais peculiares em toda a Serra do Gerês. O seu acesso era conseguido através de uma «escadaria» feita a partir de blocos e pequenas lages graníticas que ajudavam a vencer os fraguedos. Felizmente, não sofreu da estupidez de ser baptizado com uma designação incaracterística a apelar aos Incas ou a outra palermice qualquer.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

3ª Edição da Revista Turística “No Coração da Natureza" será apresentada a 6 de Junho

 


O Município de Terras de Bouro vai apresentar a 3ª Edição da Revista Turística “No Coração da Natureza" a 6 de Junho de 2026.

O evento terá lugar pelas 21h00, no Auditório Municipal de Terras de Bouro.

O Município de Terras de Bouro apresenta-se na linha da frente nas propostas de actividades de Natureza, Culturais e de Montanha em Portugal.

Com um património invejável, a Revista Turística “No Coração da Natureza" é um vector singular na divulgação das ofertas que o concelho pode propôr todo o ano, vencendo assim a inércia sazonal.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Postais do PNPG (CCLXV) - Gerês "Albufeira e Vilar da Veiga"

 


O Vilar da Veiga e parte da albufeira da Barragem da Caniçada são o motivo deste postal, uma edução da Junta de Turismo.

O postal deverá datar dos anos 70 do século XX.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCII) - As Negras e a Nevosa

 


O maciço da Nevosa leva-nos ao ponto mais elevado da Serra do Gerês, com os seus 1.546 metros de altitude no Pico da Nevosa (não visível na fotografia). Chegar ao Pico da Nevosa através da Garganta das Negras, é caminhar pela Natureza e pela História da Serra do Gerês. Os vestígios do pastoreio estão lá (o Curral das Negras), bem como da plantação do centeio e sendo mais notórios os vestígios da mineração dos anos 40 e da segunda metade do século XX (boca mina da concessão da Garganta das Negras I).  

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 26 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCI) - Céu zangado sobre Candela

 


Nuvens de tempestade cobrem os céus sobre os Cornos de Candela a caminho do Curral de Arrabaças, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Minas dos Carris, 25 de Maio de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris a 25 de Maio de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXC) - O marco triangulado do Azevinheiro e a Carvalha das Éguas

 


O marco triangulado do Azevinheiro e, ao longe, o Curral da Carvalha das Éguas, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 24 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXIX) - Abrigo tosco no Salto do Lobo

 


Em 1941 as montanhas geresianas eram percorridas a pente fino na busca do volfrâmio. Em muitos locais o ouro negro acabaria por ser descoberto por entre o desespero dos dias de uma miserável existência. No entanto, a esperança de uma vida melhor desvanecia-se quando tamanho do filão não passava de pequenas amostras.

Tal não aconteceu no Salto do Lobo onde o filão era suficientemente grande para uma exploração economicamente viável e que mais tarde levaria às Minas dos Carris. No entanto, os primeiros meses ou a estadia de muitos nos píncaros serranos era passada em pobres abrigos de pedra solta à mercê dos elementtos.

Descoberto em Junho de 1941, o volfrâmio do Salto do Lobo levou ao aparecimento de muitos abrigos toscos e muito possivelmente, as paredes que restam do abrigo que surge na imagem podem ter sido ali colocadas por esses dias.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 23 de maio de 2026

Travessia das montanhas do Gerês

 


Esta foi uma caminhada que nos levou a atravessar todo o maciço central das montanhas do Gerês, iniciando na aldeia de Pitões das Júnias e terminando na fronteira da Portela do Homem, num total de 24,9 km e 1.036 m D+. A caminhada seguiu por antigos carreiros de pastoreio, atravessando cenários únicos de montanha e mergulhando na História da Serra do Gerês.

A noite havia sido de chuva e trovoada, para isso testemunhando o ar quente que já de manhã cedo se fazia sentir. Se em anos anteriores fora o calor a marcar presença durante quase todo o dia, desta vez sabíamos que os céus cinzentos seriam a marca dominante e assim foi, com a trovoada a ser a banda sonora do dia intercalada com o correr dos pequenos ribeiros e o cantarolar da passarada a insistir em dominar os prados.

Concentração na Portela do Homem e de seguida um transfer para Pitões das Júnias. A caminhada começaria após uma passagem pela Padaria de Pitões de onde se observava os píncaros graníticos a recortar os céus escuros. "Devem cair algumas pinguinhas!," comentou a D. Gracinda... e certamente que cairiam.

Saindo de Pitões das Júnias pela calçada voltada a Poente, enveredamos de seguida por entre lameiros e entramos no Beredo calcorreando a penedia escorregadia e por entre o carvalhal. O caminho levarnos-ia a passar junto do Castelo e não muito longe das «misteriosas» ruínas que por ali jazem.





O Castelo é uma elevação que se encontra a pouca distância da aldeia de Pitões das Júnias e que exibe as marcas do que poderá ter sido uma fortificação que existiria há época da aldeia Medieval de Sancti Vincencii de Gerez, referida nas Inquirições Afonsinas de 1258, cuja ocupação se terá desenvolvido durante a Idade Média até inícios da Idade Moderna.

A cerca de 1.000 metros para Sudoeste da aldeia de Pitões das Júnias e camuflado por um denso carvalhal encontra-se este povoado. Aqui conservam-se vestígios de cerca de 40 casas de planta quadrangular, construídas com blocos graníticos, alguns toscamente aparelhados. Os arruamentos entre as casas estão também bem conservados, sendo que ainda mantêm o lajeado. O espaçamento entre as casas é de cerca de 3/4 metros, algumas conservam pouco mais de um metro de parede, mas consegue-se imaginar, sem grandes esforços a arquitectura desta aldeia. Os carvalhos vão invadindo, pouco a pouco o interior de cada casa, conferindo a este sítio uma beleza rara. Situa-se na encosta do monte do Castelo, relativamente abrigada e rodeada de linhas de água.





Passando Soengas, o carreiro levou-nos a entroncar no caminho que nos levaria até às proximidades da Capela de São João da Fraga, passando antes pelo Carvalhal da Tulha e salvando o ribeiro do mesmo nome usando uma pitoresca ponte de madeira. O cenário é todo ele medievo por entre o carvalhal, a visão dos fraguedos da capela e o (não muito longínquo) Fojo do Lobo de Pitões das Júnias. Semelhante ao Fojo da Portela da Fairra, Parada de Outeiro, o Fojo do Lobo de Pitões das Júnias tem um desenho circular no interior do qual era colocado um cabrito que se sentindo indefeso começava a balir, chamando assim a atenção aos lobos. Estes, saltavam para o interior do recinto murado, mas não conseguiam sair, sendo posteriormente abatidos. Hoje em desuso, os fojos existentes na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês são monumentos à eterna luta entre o Homem e os rudes elementos que o foram moldando ao longo dos milénios de ocupação do território.

Passando a pouca distância da Capela de São João da Fraga, iniciamos a descida do imponente colosso granítico contornando os blocos e seguindo as mariolas que nos levariam ao Curral das Touças e, pouco depois, ao Curral de Currachã.





À medida que nos afastamos de Pitões das Júnias, e com os titânicos Cornos de Candela a ganhar corpolência, o cenário que ficava atrás de nós ia-se alterando numa metamorfose de tons plumbeos. Os céus rosnavam e ao longe os relampagos iam cruzando as nuvens, ecoando nas montanhas que se projectavam quase como que «a preto e branco» na linha do horizonte. Os Cornos da Fonte Fria desenhavam-se a tinta da China e os altos mais próximos tomavam tons de guerra.

Por vezes, o vento soprava mais forte arrastando consigo a chuva composta de grossas gotas que - de certa maneira - iam ajudando a marcha. Em parte do dia foi um constante "veste e tira" de impermeáveis que faziam aquecer os corpos.





Passando Currachã, entravamos no Corgo de Pala Nova, seguindo depois pela sua margem direita. A Capela de São João ia-se tornando num ponto branco em contraste com o horizonte escuro, uma âncora que humanidade por entre as paisagens selvagens e agrestes pelas quais já caminhavamos.

O carreiro ladeava então as encostas dos Cornos de Candela e perante nós surgia já um cenário de imensidão! Mesmo conhecendo aquelas paragens, com o Vale de Biduiças à nossa frente, a paisagem surge sem qualquer vestígio de intervenção humana. Na volta da montanha, despedimo-nos do cenário pitonense e entramos no embiente «selvagem» na Serra do Gerês. Todos aqueles lugares foram em tempos lugares de uma presneça humana quase constante: ora as vezeiras e a criação de gado moldava a paisagem, ora a queima das torgas nos dias do carvão, ora ainda o murmurinho longínquo da mineração e o calcorrear dos espaços por quem por ali procurava sustento; todas estas actividades iam moldando a paisagem, tornando-a especial e única que até mereceu ser distinguida como "Parque Nacional"!

Hoje, porém, são espaços de um silêncio profundo onde os currais e os carreiros são tomados pelo passar do tempo, pelo esquecimento e pela vegetação. São caminhos de uma memória que se perde e não se preserva, porque a quem dirige o "Parque Nacional" não lhe deve interessar a preservação História das vidas que por ali passaram. E assim se vai perdendo património e histórias de vida que moldaram a paisagem.

De certa forma, quando voltamos a encosta em direcção ao Curral de Fornalinho de Baixo, entramos numa paisagem que pode ser avassaladora para quem não esteja habituado a um certo desapego pelo conforto do dia à dia; e o que eu chamo de "Síndrome do Imenso" Ali, as marcas do Homem são escassas e o conhecimento do local acaba por fazer a diferença, pois mesmo os velhos carreiros vão-se escondendo e a confiança nas aplicações de horientação é baseada na boa fé e nos caprichos de quem vai criando os caminhos.

Por entre a paisagem rochosa na qual caminhamos, e seguindo já no Corgo de Candela, surge então o Curral de Fornalinho de Baixo, local para o já merecido repasto e descanso que iria retemperar as forças para a segunda parte da jornada que nos levaria até ao Salto do Lobo, já no cenáruio mineiro dos Carris.

Descansados, mas ainda com muito caminho a percorrer, seguimos para o Curral de Fornalinho de Cima, à vista dos caprichosos cornos graníticos de Candela. Ladeando o Outeiro de Cervas, passavamos então perto do Curral de Céu Rubio e entravamos no Corgo de Baltemão por entre um cenário de grandes carvalhos que resistem junto dos pequenos ribeiros. O caminho levou-nos depois para o Curral de Lamelas de Cima e entrar no Corgo de Lamelas onde corre o Ribeiro de Lamelas (que mais adiante irá tomar o nome de "Ribeiro de Biduiças"). Chegavamos então às proximidades dos Currais das Negras, mas o nosso objectivo não era subir para as Minas dos Carris. Assim, tomamos um carreiro que percorre a parede granítica sobranceira ao Marco G e ladeavamos os Currais de Matança, entrando depois na parte superior da Lamalonga.





As velhas mariolas levar-nos-iam à Corga de Lamalonga a partir da qual iniciavamos a subida para a margem direita do Salto do Lobo. Em 1941 as montanhas geresianas eram percorridas a pente fino na busca do volfrâmio. Em muitos locais o ouro negro acabaria por ser descoberto por entre o desespero dos dias de uma miserável existência. No entanto, a esperança de uma vida melhor desvanecia-se quando tamanho do filão não passava de pequenas amostras.

Tal não aconteceu no Salto do Lobo onde o filão era suficientemente grande para uma exploração economicamente viável e que mais tarde levaria às Minas dos Carris. No entanto, os primeiros meses ou a estadia de muitos nos píncaros serranos era passada em pobres abrigos de pedra solta à mercê dos elementtos.

Esta foi a última grande subida do dia, mas a felicidade das pernas foi de pouca duração ao saber que ainda nos esperavam cerca de 9 km de um caminho miserável que, descendo o Vale do Alto Homem, nos levaria - fibalmente - ao término desta jornada promovida pela RB Hiking & Trekking, na Portela do Homem.

Ficam algumas imagens do dia...










Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Terras de Bouro avança com recuperação de casas florestais no Gerês"

 


Infelizmente, é texto é exclusivo para assinantes do Jornal de Notícias on-line, mas pode ser acedido aqui. A notícia é pelo jornalista Ricardo Reis Costa.

Investimento previsto de 1,7 milhões de euros para colocar edifícios ao serviço do turismo, cultura e proteção civil. Serão criados centros interpretativos e estruturas de apoio.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXVIII) - Subindo para o Salto do Lobo

 


Em tempos o matraquear das máquinas e o burburinho da mina escutavam-se nesta paragens que agora estão silenciosas, num cenário apenas recortado pela passagem do vento e pelo som dos cursos de água. A paisagem vai-se naturalizando à medida que as marcas do passado e da História ficam esquecidas.

A fotografia mostra uma das paredes aprumadas do Salto do Lobo, Serra do Gerês, abrindo para a Corga de Lamalonga.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXVII) - Os gigantes da Mata de Albergaria

 


As sequoias são os verdadeiros gigantes da Mata de Albergaria, Serra do Gerês.

Introduzidas pelos Serviços Florestais em finais do século XIX e princípios do século XX, estas árvores com 130 anos atingem já dezenas de metros de altura e dominam a paisagem florestal por entre as árvores nativas.

A fotografia mostra uma Sequoia sempervirens.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXVI) - Rio Homem na Mata de Albergaria

 


Depois de percorrer o vale das muitas nascentes que eventualmente lhe atribuiu o nome, o Rio Homem entra na Mata de Albergaria, correndo por entre as paisagens mais luxuriantes da Serra do Gerês e criando locais únicos em Campo do Gerês e Terras de Bouro.

A fotografia mostra parte do leito do rio depois de passar a Ponte de S. Miguel. Aqui, o olhar atento irá descobrir os restos da milenar ponte romana destruída em 1640 por altura da Restauração da Independência. As suas margens são locais de vida e zonas de protecção especial no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Local de passagem das legiões, estas acabaram por influenciar a toponímia (Costa de Bemposta, Rio de Monção, Albergaria, etc.). Em último plano, fechando o vale, surge a Portela de Leonte e à esquerda o alto da Corneda, tendo do lado direito as cumeadas de Bemposta.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Terras de Bouro abrangido por novo programa de reordenamento da paisagem com incidência no Parque Nacional da Peneda-Gerês

 


O Município de Terras de Bouro informou que o concelho "integra a área de intervenção do Programa de Reordenamento e Gestão da Paisagem das Serras da Peneda e Gerês (PRGPSPG), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 81-A/2026, diploma que abrange territórios inseridos no Parque Nacional da Peneda-Gerês."

Segundo informou através das redes sociais e segundo o documento agora apresnetado, "o programa abrange uma área de cerca de 48.850 hectares distribuída por 45 freguesias dos concelhos de Amares, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Terras de Bouro e Vila Verde. No concelho de Terras de Bouro estão incluídas freguesias como Covide, Gondoriz, Moimenta, Souto, Valdosende, Campo do Gerês, Carvalheira, Rio Caldo, Chamoim e Vilar, Chorense e Monte e Cibões e Brufe.

A área de intervenção encontra-se abrangida por uma Área Protegida da Rede Nacional de Áreas Protegidas, nomeadamente o Parque Nacional da Peneda-Gerês, por uma Zona de Proteção Especial, por duas Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura 2000, por uma Área Importante para Aves e Biodiversidade e por diversas áreas submetidas a Regime Florestal. O documento destaca ainda que o Parque Nacional da Peneda-Gerês ocupa uma área total de 69.592,5 hectares distribuída pelos concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre.

O plano estabelece uma nova abordagem à gestão da paisagem, centrada na conetividade ecológica, na valorização dos recursos naturais e na redução da vulnerabilidade aos incêndios rurais. Entre as principais medidas previstas estão a recuperação e valorização de galerias ripícolas, a criação de mosaicos agro-silvo-pastoris, a gestão de combustíveis, o reforço das espécies autóctones e a compartimentação da paisagem para travar a propagação do fogo.

Segundo o documento, os sistemas florestais ocupam cerca de 31,8% da área de intervenção, enquanto os matos representam 31,1% e os sistemas agrícolas cerca de 13,3%. O programa identifica ainda os mosaicos agro-silvo-pastoris como elementos estratégicos para integrar agricultura e pecuária, reduzir a carga combustível e reforçar a resiliência do território face aos incêndios.

A estratégia definida assenta em três objetivos principais: reduzir a vulnerabilidade aos fogos rurais, valorizar a aptidão dos solos e os serviços prestados pelos ecossistemas e aumentar o valor económico do território através da dinamização da economia rural. Entre as medidas previstas destacam-se o reforço da agricultura de montanha, a promoção da pastorícia, a valorização da floresta autóctone e a recuperação de estruturas tradicionais da paisagem.

O documento refere que, entre 1975 e 2024, foram registados 229 grandes incêndios na área abrangida pelo programa. A modelação realizada através do sistema FlamMap aponta para uma redução da perigosidade em cerca de 40,5% da área de intervenção, através das opções propostas para o novo desenho da paisagem.

Entre as ações prioritárias previstas para Terras de Bouro encontra-se a criação de uma Área Piloto de Gestão Agregada (APGA) Gerês — Rio Caldo/Covide/Campo do Gerês, com uma área indicativa de cerca de 3.160 hectares. Esta intervenção pretende promover uma gestão integrada da paisagem, articulando prevenção de incêndios, conservação da natureza e valorização das atividades económicas locais.

O programa prevê ainda investimentos em faixas de gestão de combustível, proteção das áreas edificadas, reconversão de áreas florestais e criação de zonas agrícolas e pastagens em redor dos aglomerados populacionais. Está igualmente prevista a recuperação de muros tradicionais, sistemas de drenagem e pontos de água, considerados essenciais para a sustentabilidade da paisagem e adaptação às alterações climáticas.

Para Terras de Bouro, a aprovação deste programa representa uma orientação estratégica para o futuro da gestão do território, cruzando conservação da natureza, prevenção de incêndios, agricultura de montanha, floresta autóctone, turismo de natureza e valorização do património ambiental e cultural do Gerês.

Fotografia: Município de Terras de Bouro (via Facebook)

terça-feira, 19 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXV) - Abrigo pastoril do Curral de Vidoeirinho

 


O mais recente abrigo pastoril do Curral de Vidoeirinho, Serra do Gerês, engalanado de Primavera.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Resgate em Cabril volta a expor problemas antigos na visitação ao Parque Nacional"

 


Segundo noticiou a Rádio Montalegre nas suas redes sociais, o recente resgate em Cabril voltou a expor problemas antigos na visitação ao Parque Nacional, referiu Hernâni Carvalho, comandante dos Bombeiros Voluntários de Salto e presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Vila Real.

A notícia pela jornalista Maria José Afonso, refere as declarações de Hernâni Carvalho que à Rádio Montalegre, "defendeu uma reorganização da visitação no Parque Nacional, considerando que o território necessita de regras mais claras, maior vigilância e melhor informação para quem o visita."

Segundo o comandante, “Nós defendemos já há muito tempo uma melhor organização da visitação no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Quem administra aquele território, designadamente o ICNF, tem que definir melhor quais são as áreas de visitação e a carga dessa visitação.

A notícia refere: "Hernâni Carvalho explica que essa gestão deverá passar pela definição do número de visitantes permitido em determinados locais e momentos, à semelhança do que acontece noutros parques naturais e nacionais internacionais.

O comandante considera ainda essencial reforçar a presença de vigilantes e agentes no território, capazes de prestar informação sobre acessos, segurança e condições meteorológicas. “Atualmente, alguém entra parque dentro sem qualquer informação ou sem qualquer agente disponível para explicar os acessos, os trilhos ou até as condições meteorológicas”, alertou.

Outro dos problemas apontados prende-se com a dependência da informação informal disponível na internet. “As pessoas estão muito dependentes daquilo que é informação informal presente na internet, não havendo uma informação mais fina, mais detalhada e mais precisa sobre os percursos e trilhos”, referiu.

Para o responsável, muitas destas situações poderiam ser evitadas com medidas preventivas mais eficazes e com um modelo específico de socorro adaptado ao território do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Hernâni Carvalho defende mesmo a criação de um dispositivo especial permanente, semelhante ao existente na Serra da Estrela, dedicado exclusivamente às características daquele território montanhoso.“Estas intervenções obrigam sempre a um grande empenhamento de meios e pessoas para fazer frente às dificuldades”, sublinhou.

A zona das lagoas e trilhos de Cabril tem registado nos últimos anos um aumento significativo da procura turística, sobretudo nos meses de maior calor, situação que continua a preocupar as entidades de socorro devido ao difícil acesso e aos riscos associados à circulação em zonas de montanha."

Fotografia © Rádio Montalegre (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXIV) - Iteiro d'Ovos

 


Caminhando desde o Curral de Pradolã em direcção ao Estreito, surge-nos a imensa paisagem do colosso granítico de Iteiro d'Ovos, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 17 de maio de 2026

Três jovens resgatados perto do Lago Marinho

 


Novo resgate no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Segundo noticia a Rádio Montalegre, por Maria José Afonso, "Três jovens, com idades entre os 20 e os 21 anos, foram resgatados na noite deste domingo na zona do Lago Marinho, em Cabril, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, depois de se terem perdido na serra durante um percurso pedestre.

O alerta foi dado à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil cerca das 21 horas, após o grupo ter conseguido efetuar um pedido de ajuda antes de ficar sem comunicações.

Na operação participaram elementos dos bombeiros, com equipas de resgate, ambulância 4x4 e uma unidade de aeronaves não tripuladas, apoiados pela GNR, através da UEPS, Grupo de Resgate e Montanha do Gerês.

Com recurso a drone, foi possível localizar os jovens pouco mais de uma hora após o início das buscas. Seguiu-se uma incursão apeada dos operacionais, num percurso de cerca de três quilómetros, em zona sem trilhos definidos, durante a noite e com fraca visibilidade, circunstâncias que aumentaram a dificuldade da missão.

Os três jovens, de nacionalidade portuguesa, foram resgatados sem ferimentos e recusaram transporte hospitalar.

A operação prolongou-se durante cerca de três horas."

Fotografia: Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salto

sábado, 16 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXIII) - Pradolã, os Bicos Altos e as bolas-de-algodão

 


À medida que a Primavera avança, as mudanças da paisagem no Parque Nacional da Peneda-Gerês oferecem-nos paisagens únicas. É o caso de Pradolã e de muitas zonas húmidas, onde o aparecimento das "bolas-de-algodão", ou "erióforo", cria um cenário que só se observa até finais de Maio.

Na imagem, vemos uma extensa colónia de bolas-de-algodão tendo como pano de fundo os Bicos Altos, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXII) - Porta Roibas e Velas Brancas

 


A caminhada aos Prados da Messe saindo da Portela de Leonte e subindo ao Vidoal e Portela de Sineiros, leva-nos pelas altas paisagens da Serra do Gerês. Pelo caminho as montanhas vão mostrando a sua nobreza; é uma paisagem que non acolhe ao longo da caminhada fazendo o coração bater mais forte ora pelo esforço, ora pela emoção. Porém, a chegada ao colo que antecede a descida para o Curral do Conho, presenteia-nos com uma vista arrebatadora e que nos diz que só ali estamos porque a montanha quer...

A visão de Porta Roibas e das paredes escarpadas das Velas Brancas que se afundam nas Fechinhas, projectada num céu zangado com tons plúmbeos é digna das mais belas paisagens de Portugal.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Interior Sonoro

 


Muitas, demasiadas, vezes ouvimos as conversas sobre a desertificação do «interior» de Portugal.

Na verdade, a mim espanta-me como um país que tem pouco mais de 200 km de largura, consigamos deitar as esquecimento e ao abandono uma área onde vivem pessoas resilientes e que depois digamos «o interior». É sempre a continuação de um abandono sistemático, uma escolha voluntária das sucessivas tutelas do país que originaram que Portugal tenha como que um excesso de população do litoral (sem «») e uma quase desertificação de várias zonas do nosso território continental.

Felizmente, nesse interior, (sobre)vive a verdadeita garra que define a população potuguesa - não a estupidez fasciszante do «sangue puro». A luta do dia-à-dia faz-se no longo trajecto das aldeias para a cidade, na luta diária do despertar de madrugada para ter acesso ao ensio, aos cuidados médidos e às necessidades básicas. As aldeias desertificam-se cheias alojamentos de turismo de habitação, como se estes fossem a tábua de salvação para evitar o esquecimento. Com o passar dos dias, é como aos poucos a água de uma albufeira vem inundar as memórias do passado.

Por entre os dias que passam, há jovens que resistem e que desejam outro rumo sem esquecer as raízes. As aldeias, as cidades do interior lutam e almejam mais.

Existe um Interior Sonoro que luta, resiste, mas que necessita da nossa ajuda para ir mais além!

A missão "Interior Sonoro — Portugal no WMC 2026" foi distinguida com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

Em 2026, a Orquestra de Sopros da AAChaves representa Portugal em Kerkrade, no mais prestigiado concurso mundial de bandas e orquestras de sopros — depois do título de Campeã Mundial em 2022.

Esta distinção muito honra este projecto, constituindo uma enorme responsabilidade.

Porém, e infelizmente, o Alto Patrocínio não paga as contas.

Levar 100 músicos e 20 colaboradores até à Holanda custa cerca de 48.000 € — transporte, alojamento, alimentação, seguros, instrumentos. Cada euro foi pensado ao cêntimo, mas não chegamos lá sozinhos.

O projecto de ti! Precisa de nós!

Empresas, instituições, famílias, amigos da Academia: cada apoio conta. Há patamares de patrocínio para todos — do Bronze ao Oficial — com visibilidade garantida.

Ajuda a levar o interior de Portugal ao palco do mundo.

O que é este projecto?

A Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves (AAChaves) não é apenas uma das maiores reconhecidas formações musicais portuguesas, é um projecto de vida. Nasceu no interior de Portugal, nos seis concelhos do Alto Tãmega e Barroso, e cresceu a partir de jovens que descobriram o seu lugar no mundo através de um instrumento e de professores que fizeram da dedicação um modo de estar.

Em 18 anos, construiu algo que poucos conseguem: um identidade sonora única, reconhecida pelos maiores compositores e maestros da Europa, e validade pelo veredito mais exigente do mundo - o título de Campeã Mundial no World Music Contest 2022, em Kerkrade, Países Baixos.

Em 2026 a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves quer regressar como campeões!

Se quiseres ajudar, contacta 965315060 ou visita almaalta.pt.



RB Hiking & Trekking promove "Trekking Corga da Fecha e Cabaninha do Curro"

 


A RB Hiking & Trekking vai promover uma caminhada que nos dará a conhecer parte de da Geira Romana, bem como a Corga da Fecha e as tradições do pastoreio na Serra do Xurés com uma visita à Cabaninha do Curro.

A caminhada terá lugar a 16 de Maio de 2026 e mais informações e inscrições estão disponíveis aqui! As vagas são limitadas.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXI) - Pé de Medela

 


O Pé de Medela, Serra do Gerês, oferece sempre uma paisagem que nunca desilude. O enquadramento foi conseguido num vislumbre ao descer da Chã da Fonte para o Colo da Preza. Por entre as vicissitudes da erosão do granito e tendo como fundo um céu zangado, o Pé de Medela colocou-se no enquandramento «perfeito» para o momento fotográfico.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Caminhos da Transumância Tourém "Vamos Todos Ser Pastores"

 


A Associação Luz da Raia Tourém convida todos para a subida do gado para a serra que terá lugar a 16 de Maio de 2026 no evento Caminhos da Transumância Tourém "Vamos Todos Ser Pastores"

Segundo a organização, "estão todos convidados a participar nos Caminhos da Transumância de Tourém! Venham vestidos a rigor. Dia 16 de Maio seremos todos pastores! Mas mais importante é mesmo trazer: calçado confortável, garrafa com água que podemos encher nas fontes naturais da serra, chapéu, farnel e manta."

terça-feira, 12 de maio de 2026

Festival do Pastor - Soajo 2026

 


Através das suas redes sociais, a Junta de Freguesia de Soajo informou que terá lugar a 16 e 17 de Maio de 2026, o Festival do Pastor.

O Festival do Pastor está integrado no Fim de Semana Gastronómico da Cachena do Município de Arcos de Valdevez.

O Festival do Pastor é um evento que reaviva a tradição da Vezeira e a gastronomia da Carne Cachena, uma marca de identidade integrante da Serra de Soajo.


No Sábado, dia 16 da parte da manhã vai ser realizado um trilho pedestre a acompanhar o gado a subir a Serra de Soajo com almoço na Branda de Cova, e da parte da tarde, para além da típica gastronomia nos restaurantes de Soajo, o Largo do Eiró vai ter o espaço de restauração aberto para provar as especialidades à volta da Carne Cachena e um ShowCooking "Raizes da Nossa Terra". Quando a noite chegar actuarão os Kumpanhia Algazarra para nos animar pela noite dentro.

No Domingo, dia 17, a manhã vai ser preenchida com uma mostra de animais de Raças Autóctones da região do Minho, um Peddy Papper para descobrir Soajo seguido de um workshop sobre Queijo Artesanal. O espaço de restauração abre pelas 12 horas com as especialidades à volta da Carne Cachena acompanhados pela musicalidade dos Ramperos e o Encontro de Concertinas .